Para garantir estabilidade no preço, Unica pede que álcool vire commodity

A associação acredita que quando o combustível for comercializado na BM&F, o consumidor será beneficiado

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SÃO PAULO – Para garantir uma certa estabilidade no preço do álcool – tanto vendido ao distribuidor como ao consumidor – a União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica) pediu que o combustível se torne uma commodity e passe a ser comercializado na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F). Com suas negociações centralizadas, será mais difícil uma grande volatilidade nos valores cobrados em toda sua cadeia produtiva e, portanto, também na bomba.

“As usinas entendem que essas mudanças podem dar maior estabilidade de preços na safra e na entressafra, beneficiando, especialmente, o consumidor”, informaram representantes da entidade por meio de nota.

Volatilidade

O motorista já conhece as constantes altas e baixas no preço do combustível. Quando chega dezembro – início da entressafra de cana-de-açúcar para o maior produtor brasileiro, a Região Centro-Sul – há diminuição na oferta e, por conseqüência, aumento no preço.

Entre 2005/2006, por exemplo, o litro vendido ao consumidor chegou praticamente a dobrar de valor. No período 2006/2007, a situação não foi tão crítica, mas, de qualquer maneira, o brasileiro sentiu maior peso no bolso na hora de abastecer o carro com o combustível vegetal.

O pico foi verificado em maio, com R$ 1,668, na média nacional, por litro. O valor, divulgado pela Agência Nacional de Petróleo (ANP), era 11,65% superior a novembro, último mês antes da entressafra (R$ 1,494). Em julho deste ano, após o retorno da colheita, o litro saía por R$ 1,407.