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SÃO PAULO – A IGB Eletronica (IGBR3), dona da Gradiente, tem até cinco dias a partir da última quarta-feira (7) para apresentar à Justiça esclarecimentos aos credores sobre a prorrogação do prazo de pagamento das dívidas. O decreto veio do juiz responsável pelo processo que está protocolado na 2ª Vara de Falência e Recuperações Judicias de São Paulo, conforme informou ao InfoMoney, com exclusividade, uma fonte que pediu anonimato, mas tem conhecimento direto do assunto.
Segundo a fonte, caso a Gradiente não se manifeste no prazo estipulado, o juiz julgará precedente todas as petições. Por meio de fato relevante, a IGB informou no dia 21 de junho deste ano, a atualização do plano de negócios da CBTD, “ajustando-o em razão da permanente evolução do setor e mutação no cenário de concorrência”. Com isso, a companhia comunicou aos seus credores, no âmbito do plano de recuperação extrajudicial, a prorrogação, por 365 dias, dos prazos fixados para o pagamento.
Procurada pelo InfoMoney, a Gradiente não confirmou o recebimento desse comunicado mas disse que o considera natural, pois faz parte da decisão judicial.
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Nas últimas semanas, uma série de credores entraram na Justiça com petições requerendo justamente esclarecimentos sobre esse adiamento. As últimas empresas a protocolarem petições, conforme antecipado pelo InfoMoney, foram a Telefônica Brasil e Telecom S.A., credoras na classe de quirografários – ou seja, não usufruem de regalias ou prioridades em relação aos outros. Na metade do mês passado, outros credores também entraram na Justiça pedindo esclarecimentos da IGB Eletronica. Na lista, estão Banco do Brasil, Banco Fibria, IBS Integrated Business e SportPro, sendo que a última empresa abriu ainda um processo pedindo a falência da Gradiente.
Entenda o caso
A Gradiente, que já foi a maior fabricante brasileira de eletrônicos, entrou em uma grave crise financeira em 2007, quando paralisou duas fábricas e as vendas no mercado.
A companhia lançou um plano de recuperação judicial em 2008 e o processo de recuperação extrajudicial foi aprovado em 2010. Na ocasião, para levantar recursos, a Gradiente arrendou seus ativos – incluindo a marca e instalações industriais – à CBTD (Companhia Brasileira de Tecnologia Digital).