O que 7 corretoras esperam da bolsa este mês

Veja a opinião dos analistas da Gradual, SLW, BB Investimentos, Bradesco/Ágora e outras corretoras

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SÃO PAULO – O mês de agosto começou volátil, porém levemente positivo, na bolsa brasileira, com o início do período de férias no Hemisfério Norte, que costuma afastar os investidores estrangeiros do mercado doméstico, trazendo junto uma forte aversão a risco.

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O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, que caiu em todos os meses do primeiro semestre, fechou julho com uma leve alta de 1,64% e começou agosto no vermelho, com queda de 1,68% no acumulado até o dia 7. No entanto, essa desvalorização está sendo revertida no pregão desta quinta-feira, com o benchmark subindo 3,26% no intraday às 15h24.

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Por conta dessas disparidades, os analistas estão divididos em relação ao desempenho do Ibovespa em agosto, conforme apontam os relatórios enviados aos clientes. Veja abaixo as expectativas de 7 corretoras para a bolsa este mês:

Bradesco/Ágora
“Apesar da melhora dos mercados internacionais em julho, após as autoridades monetárias norte-americanas reduzirem as preocupações com relação a uma rápida retirada de política monetária expansionista, continuamos a ver um cenário turbulento para o mercado acionário brasileiro. A econômica brasileira continua fraca e não acreditamos que uma forte recuperação esteja ocorrendo este ano ou em 2014, e 2015 parece ser, em qualquer cenário, um ano de ajustes. Ainda esperamos revisões para baixo nos lucros corporativos para 2013 após a recente desvalorização do real, mas podendo abrir espaço para melhores performances em 2014, embora esta recuperação ainda seja incerta e desta forma não suficiente para ser um direcionador para o mercado.”

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Coinvalores
“Aqui no Brasil, dinâmicas pontuais em determinados setores deverão se sobressair à apática atividade econômica, com destaque para a publicação do edital para o leilão de rodovias federais que, se atraírem a iniciativa privada, deverão dar tração à taxa de investimento na economia doméstica, podendo ser um importante catalisador no resgate da confiança corporativa para os demais projetos de infraestrutura nacional. Adicionalmente, tendo em vista a intensificação da safra de balanços corporativos, que, de um modo geral não tem empolgado, buscamos companhias que provavelmente se destoarão da média. Por fim, esse cenário internacional mais ameno e a atratividade da bolsa paulista, nos conduzem a um viés mais positivo para o Ibovespa em Agosto.”

Concórdia
“Apesar de estarmos felizes por, finalmente, o Ibovespa irromper sua trajetória de seis meses consecutivos de queda e emplacar um primeiro período de alta no ano de 2013, entendemos que este suspiro ainda não reflete um contexto de conforto. O desconto atual de alguns ativos pode refletir, novamente, de forma positiva na bolsa em agosto, contudo, ficamos com o gosto de que falta alguma coisa. A safra de balanços corporativos tem trazido, até agora, melhora incipiente e baseada no princípio do menos pior. Lá fora se inicia o período de férias no Hemisfério Norte e a menor atratividade de uma economia cambaleante pode manter os estrangeiros fora do jogo. Desta forma, por enquanto, permaneceremos com um “pezinho” atrás. Optamos por não elevar a exposição em ativos mais atrelados ao mercado externo (commodities), assim como manter as alterações dentro de um mix de ativos de elevada qualidade e mercados sólidos.”

Gradual
“Para o mês de agosto, esperamos um mercado em recuperação com desempenho positivo do Ibovespa em função de: FED deve continuar melhorar a comunicação e esclarecer que o início da redução das compras de títulos públicos americanos (QE3) não será tão rápido como temido; Governo da China pode ter uma postura mais proativa no sentido de não permitir que a atividade econômica desacelere mais e que o sistema bancário não se enfraqueça; Dólar pode ir a R$ 2,30, mas os investidores já estariam preparados; E Juros podem recuar um pouco.”

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BB Investimentos
“Para o mês de agosto não existe uma clara tendência mais definida. No último dia de julho (31), apesar do Fed ratificar a manutenção dos estímulos econômico-financeiros (QE3) no atual patamar de compra mensal de títulos em US$85 bilhões, não definiu o prazo em que permanecerá. As bolsas responderam com volatilidade e indefinição, que poderá prosseguir ao longo de agosto. Assim, monitorar as divulgações dos dados da economia dos EUA – quanto melhores, maiores as chances de terminarem os estímulos pelo Fed e Wall Street recuar. De outra mão, acompanhar as considerações do mercado brasileiro em relação aos números da economia da China.”

Planner
“Mesmo diante de um cenário de incertezas, acreditamos que o mês de agosto ainda possa ser ligeiramente positivo para a Bolsa, exposta à volatilidade em razão dos resultados trimestrais das principais empresas listadas, podendo trazer surpresas pelo impacto da variação cambial no período.”

SLW
“Após o pronunciamento mais ameno do presidente do FED sobre a forma como será conduzida a redução do programa de estímulo (QE3) e os dados econômicos indicando a melhora da conjuntura da economia dos EUA, tivemos mais informações positivas na agenda de indicadores no começo do mês de agosto, com destaque para a melhora da produção industrial da China e zona do euro. Aqui no Brasil foi divulgado um bom dado sobre produção industrial no mês de junho, que apesar de ter sido um mês de turbulência, com passeatas da população, greves em portos e piora dos indicadores de confiança dos empresários e consumidores, trouxeram em conjunto uma expectativa positiva para o mercado acionário global para o mês corrente. Como a tendência de retomada dos temas de redução de programa de estimulo nos EUA e crescimento da economia da China ocorre só em setembro próximo, acreditamos que se abriu uma porta para uma recuperação nos preços de ações relacionadas a commodities aqui no Brasil, como no caso de mineradoras, siderúrgicas, empresas produtoras de celulose e petróleo. Vale lembrar que as fortes quedas nos preços das ações locais no mês de junho passado ainda não foram plenamente recuperadas.”