Após “cumprir promessas”, HSBC reforça otimismo com Vale

Banco afirma aprovar a disciplina no controle de custos e reforça recomendação "Overweight" para as ações preferenciais da mineradora

Publicidade

SÃO PAULO – O research do banco HSBC afirmou estar otimista com a disciplina da Vale (VALE5) em cumprir promessas feitas no resultado do 2º trimestre da companhia e recomenda aumentar a exposição nas ações preferenciais classe A da empresa. O preço-alvo estimado pelos analistas para o papel é de R$ 41,00, o que embute um potencial de valorização de mais de 30% em relação ao fechamento da última sexta-feira (9).

Acompanhe a cotação de todos os fundos imobiliários negociados na BM&FBovespa

Sobre os resultados divulgados pela companhia nessa semana, os analistas Leonardo Correa e Luiz Fornari afirmam que estão em linha com o que era esperado pelo mercado. O Ebitda (lucros antes de juros, impostos, depreciações e amortizações, na sigla em inglês) da Vale no segundo trimestre de 2013 ficou um US$ 4,95 bilhões, 3% acima do consenso e 5% abaixo do resultado registrado no primeiro trimestre deste ano.

Outro ponto destacado pela instituição são as despesas da mineradora. A Vale gastou com vendas, despesas gerais e administrativas 25% menos do que o valor projetado pelo HSBC e 47% menos do que o valor gasto no mesmo período no ano passado. Os gastos no setor de P&D (Pesquisa e Desenvolvimento), segundo o research do banco, atingiram o nível mais baixo em anos, com queda de 56% na comparação com o ano passado.

“A Vale continua como a empresa preferida em nosso universo de cobertura, sendo negociada a 5 vezes Ebitda EBITDA estimado de 2014, com um ‘dividend yield’ (dividendo pago por ação/cotação por ação) esperado de 5,6%”, afirma ainda a instituição.

Quer saber mais sobre os termos usados no mercado financeiro? Acesse o glossário InfoMoney

Continua depois da publicidade

Os 3 riscos
O HSBC cita ainda 3 possíveis riscos de baixa para os papéis da companhia: decisão negativa a respeito de litígios sobre tributação; aumento mais forte na oferta de minério de ferro, que pode ter um efeito negativo no fluxo de caixa da Vale; e a demanda de aço na China atingindo picos antes do esperado.