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SÃO PAULO – Após abrir em queda nesta sexta-feira (15), o Ibovespa passou para o positivo após a divulgação de indicadores dos Estados Unidos acima do esperado pelo mercado. Às 13h50 (horário de Brasília), o índice registrava ganhos de 0,25%, indo para 58.223 pontos.
Entre os destaques corporativos, as ações do setor bancário ganham a ponta positiva do Ibovespa, em meio à possibilidade de utilizar o juros para conter a inflação. Os papéis da Itaúsa (ITSA4) registram valorização de 3,35%, indo para R$ 10,18, seguidos pelas ações do Itaú Unibanco (ITUB4), Bradesco (BBDC4), Santander (SANB11) e Banco do Brasil (BBAS3), com altas de 3,15%, 2,99%, 2,68% e 2,61%, respectivamente, sendo cotadas a R$ 34,68, R$ 35,86, R$ 14,55 e R$ 24,42.
Impacta também sobre os papéis a decisão do Supremo Tribunal Federal de que os bancos terão direito de receber de empresas em recuperação judicial – no caso em que essas fiquem inadimplentes – o valor dos empréstimos garantidos por recebíveis futuros da empresa e/ou por duplicatas a receber.
“A notícia é positiva para os bancos braileiros em geral dado que a decisão pode ajudar o processo de recuperação de crédito nestes casos particulares”, disse o Banco Espírito Santo.
Gafisa cai pela 6ª vez em 8 pregões
Já do outro lado do índice, a Gafisa (GFSA3) cai 2,64%, indo para R$ 4,42 – em seu sexto dia no negativo em oito pregões. Na mínima da sessão, as ações chegaram a perdas de 4,41%, aos R$ 4,34. Na semana, os papéis acumulam desvalorização de 7,66%.
O analista Henri Evrard, da Infinity Asset, acredita que essa queda é um movimento de mercado, tendo em vista que a ação da Gafisa chegou a valer R$ 2,20 em julho de 2012 e agora está cotada a R$ 4,34.
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A venda de papéis pela Black Rock também podem ajudar a impulsionar essa perda. Segundo dados compilados pela Bloomberg com informações do dia 13 de fevereiro, a gestora vendeu 2,6 milhões de ações da Gafisa.
Oi é multada em R$ 34,2 mi
Por sua vez, a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) multou a Oi (OIBR3; OIBR4) em R$ 34,264 milhões por descumprimento de metas de qualidade.
A multa foi publicada hoje em despecho do superintendente substituto de serviços privados da agência, Bruno de Carvalho Ramos, no “Diário Oficial da União”.
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As ações ordinárias da companhia caem 1,50%, indo para R$ 8,55, enquanto as preferenciais recuam 1,08%, sendo cotadas a R$ 7,35.
Tereos cai 3% após resultado
Fora do Ibovespa, as ações da Tereos (TERI3) caem 2,76%, aos R$ 2,82 – patamar mínimo do dia -, após a empresa divulgar números fracos no terceiro trimestre fiscal.
A receita líquida da empresa cresceu 8% ante o mesmo trimestre do ano anterior, influenciado pelo maior volume de vendas nas divisões de cana-de-açúcar e de Amido&Adoçantes, além do efeito cambial positivo (valorização do euro em relação ao real).
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Segundo a equipe de análise da XP Investimentos, o resultado não animou, mesmo com a melhoria significativa na rentabilidade e geração de caixa da operação sucroalcoleira tanto no Brasil (+18,5%) quanto no Oceano Índico (+22,7%). Para a corretora, as dificuldades com a produção da unidade Lillebonne afetaram o consolidado da empresa.
Números da Tupy também não agradam
A empresa industrial especializada em fundição, Tupy (TUPY3), registrou alta de 22,2% na sua receita líquida na comparação entre 2011 e 2012, chegando a R$ 2,671 bilhões. O aumento foi motivado principalmente pelo forte aumento de 64,7% na receita do mercado externo, após a aquisição de duas fundições no México. Além disso, a valorização do dólar – beneficiando as operações no exterior – e o benefício fiscal concedido às exportações da empresa contribuíram para a alta na receita, explica a companhia em comunicado.
Apesar do aumento, o lucro líquido da companhia caiu 67,4% na mesma base comparativa, indo de R$ 203,38 milhões para R$ 66,36 milhões, por conta do forte aumento nos custos e despesas operacionais – os custos saltaram 25,9% entre um ano e outro, para R$ 2,42 bilhões, enquanto as despesas operacionais líquidas aumentaram em 815,7%, para R$ 61,99 milhões.
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Em reflexo, os papéis da companhia caem 3,40%, indo para R$ 25,00 – patamar mínimo do dia.
Dona da Parmalat no Brasil entra com pedido de recuperação judicial
A LBR (Lácteos Brasil), joint venture criada há cerca de dois anos para tentar consolidar diversas empresas do segmento de lácteos no País, entrou com pedido de recuperação judicial.
Também nesta sexta-feira, a companhia confirmou a saída do presidente-executivo Marcos Povoa, que será substituído por Rami Goldfajn. O novo diretor-presidente, Nelson Bastos, será responsável pela reestruturação financeira da empresa.
Originada no final de 2010 a partir da fusão entre Bom Gosto e LeitBom – controlada pela Monticiano -, a LBR recebeu mais de R$ 2 bilhões do BNDES, da GP Investments e de acionistas da Laep (MILK11), controladora da marca Parmalat no Brasil. O grupo tem um endividamento de R$ 1 bilhão, sendo o BNDES um dos principais credores.
Déficit da Petrobras pode perdurar até 2020
De volta aos pesos pesados do Ibovespa, o diretor de abastecimento da Petrobras (PETR3; PETR4), José Carlos Cosenza, disse em entrevista ao Valor que prevê que a oferta menor que demanda por combustível no Brasil só vai se encerrar quando todas as novas refinarias da estatal estiverem prontas, o que deverá acontecer entre 2020 e 2022. Até lá, a Petrobras estará sempre “correndo atrás do mercado”.
Ainda sobre a empresa, a ANP (Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) informou que a Petrobras encontrou óleo no campo Araças, na Bacia do Recôncavo.
Mais tarde, um jornal argentino disse que a Petrobras e a Pampa Energia concordaram em estender o acordo para investir em uma área na chamada El Mangrullo, localizada em Neuquén. O objetivo duplicar a produção e atingir 800.000 m³ por dia de gás.
Cade investigará expansão acelerada da JBS
Já o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) vai avaliar o crescimento, por meio de aquisições, do frigorífico JBS (JBSS3) no Brasil e seus impactos nos preços pagos aos pecuaristas e cobrados dos consumidores pela carne bovina.
Na próxima sessão do Cade, na quarta-feira da semana que vem, os seis casos de aquisições do JBS em análise, incluindo a compra do frigorífico Bertin, serão reunidos em um só processo, que ficará a cargo do conselho Marcos Paulo Veríssimo.
Estimativas iniciais apontam que a empresa da família Batista pode ter triplicado de tamanho nos últimos quatro anos, elevando sua participação na carne bovina vendida no País de 15% para 40%. Parte dessa expansão foi financiada pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).
Morgan Stanley rebaixa JBS e BRF, mas eleva Marfrig
Por sua vez, o Morgan Stanley rebaixou a recomendação das ações da JBS e BRF, para equalweight (desempenho em linha com a média do mercado) e under weight (desempenho abaixo da média), respectivamente. O preço-alvo da BRF foi de R$ 37,00 para R$ 38,00 – configurando um potencial de desvalorização de 10,63% em relação ao fechamento da última quinta-feira (14).
A Marfrig (MRFG3) teve a recomendação elevada para overweight (desempenho acima da média), e o preço-alvo passou de R$ 10,20 para R$ 13,50 – upside de 36,64%.
Por fim, o banco de investimentos informou que reiniciou a recomendação das ações da Minerva (BEEF3) com overweight – sua top pick do setor. O preço-alvo é de R$ 16,50 – upside de 27,02%.
Abilio pode ter rival para comando da BRF
Tanto mais perto chega o momento de apresentar a chapa para o novo conselho de administração da BRF (BRFS3), mais claro ficam os desafios que o empresário Abilio Diniz terá de enfrentar para assumir a presidência desse colegiado, como pretende, com apoio do fundo Previ (Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil) e da gestora de recursos Tarpon.
No entanto, esse apoio não deve garantir o sossego do empresário, mesmo que juntos – Previ, Tarpon e Abilio – possuam cerca de 25% do capital da companhia. A fatia é importante, mas não é definitiva, uma vez que as assembleias contam com participação de aproximadamente 70% do capital.
Outro fundo relevante entrou em jogo, a Petros, que possui um pouco mais de 10% dos papéis da companhia, e busca discretamente outra alternativa para o comando do conselho de administração. É nesse ambiente que o nome de Décio da Silva, presidente da fabricante de motores elétricos WEG (WEGE3), foi cogitado. No entanto, nem Petros e nem Décio comentaram o assunto.
Governo deixará térmicas ligadas o ano todo
Já no setor elétrico, pesa a notícia de que o governo decidiu manter ligadas durante todo este ano as térmicas a gás natural e carvão. A afirmação foi feita ao jornal Valor pelo diretor-geral do ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico), Hermes Chipp.
A medida, segundo Chipp, é manter os reservatórios das hidrelétricas o mais cheios possíveis para evitar problemas de abastecimento no ano que vem, quando acontece a Copa do Mundo.