Custo de vida para classe média paulistana sobe 0,33% em maio

Entre os grupos que pressionaram o bolso do consumidor, os gastos com transportes se destacaram, diz Fecomercio-SP

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SÃO PAULO – O custo de vida para a classe média da cidade de São Paulo aumentou 0,33% em maio, pressionado principalmente pelo grupo transporte.

No quinto mês do ano, os gastos com transportes ficaram 0,38% mais caros para a classe média, frente ao avanço de 1,51% em abril. O principal fator a influenciar no resultado foi a alta de 2,98% no preço da gasolina e a redução de 12,04% no do etanol.

Considerando os primeiros cinco meses de 2011, o ICVM (Índice do Custo de Vida da Classe Média) aponta que viver na capital paulista já está 3,31% mais caro.

O ICVM é medido pela Fecomercio-SP (Federação do Comércio do Estado de São Paulo) em parceria com a OEB (Ordem dos Economistas do Brasil) e abrange os consumidores com renda entre cinco e 15 salários mínimos, sendo que a metodologia compara os preços médios do mês atual com os do mês imediatamente anterior.

Destaques
Os dados mostram ainda que, além do grupo transportes, o grupo habitação, que tem o maior peso no orçamento das famílias, subiu 0,23% entre abril e maio, sobretudo por causa dos aumentos nos gastos com aluguel (0,54%), serviços domésticos (0,84%) e reparo no domicílio (0,52%).

Em Saúde, a elevação de preços foi de 0,61% no período, reflexo principalmente da variação positiva dos serviços médicos e laboratoriais, com alta de 0,20%, e dos preços dos remédios e produtos farmacêuticos, que foram reajustados em 1,21%.

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Outros grupos
O grupo Despesas Pessoais registrou aumento de 0,34% em maio, motivado principalmente pelo aumento nos preços médios de refrigerantes (1,24%), de cervejas (2,14%). Por conta do Dia das Mães, o preço de flores inflacionou 7,35%, atingindo 10,72% nos últimos 12 meses.

Vale pontuar que sair da cidade paulistana de ônibus ou avião custou menos, já que os preços das passagens rodoviária e aérea decresceram 1,76% no mês.

Já Vestuário e Alimentação subiram 1,06% e 0,22% em maio, enquanto que educação ficou praticamente estável, subindo 0,06%. Na Alimentação, a fraca inflação ocorreu graças ao recuo nos preços dos produtos hortifrutigranjeiros (-1,67%). Os destaques ficaram por conta da redução de 3,35% nos preços das frutas, de 0,65% nas verduras e nas quedas dos ovos, em -1,50%.