Radar: Brookfield e Gafisa lideram altas; BB se descola e cai mais de 3%

Após fim do direito de subscrição, ação da Viver dispara; acordo entre Vale e DNPM deve sair em até um mês

Banco do Brasil (Foto: Divulgação/BB)
Banco do Brasil (Foto: Divulgação/BB)

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SÃO PAULO – Apesar de perder forças no decorrer do pregão, o Ibovespa registrava às 13h10 (horário de Brasília), alta de 1,08% no pregão desta sexta-feira (5). O mercado reagiu positivamente nesta manhã à queda na taxa de desemprego norte-americana. Apesar da queda no desemprego, o país criou menos postos de trabalho do que se esperava. 

Enquanto isso, na Europa, a novidade são rumores de que o programa de compra de títulos públicos do BCE (Banco Central Europeu) prevê volumosas compras de títulos por um período de um a dois meses. 

BB recua com receio de novos cortes de juros
O posicionamento do governo afirmando que pretende cumprir a meta do PIB (Produto Interno Bruto) para o ano, e que para isso as taxas de juros podem novamente ser reduzidas, pressiona as ações do Banco do Brasil (BBAS3, R$ 23,87, -6,65%), que operam descoladas do setor. 

A desconfiança do mercado é que o governo utilize o banco para aplicar essas quedas nas taxas de juros.  Por outro lado, outros ativos do setor, como Itaú Unibanco (ITUB4, R$ 31,13, +1,90%), Bradesco (BBDC4, R$ 32,64, +0,43%) e Santander Brasil (SANB11, R$ 15,03, +0,60%) operando no campo positivo.

Medida do governo impulsiona alta de construtoras
As ações do setor imobiliário ganham destaque no pregão desta sexta-feira, refletindo a notícia de que o governo ajustou o limite do programa Minha Casa Minha Vida em dois estados brasileiros, São Paulo e Rio de Janeiro, além do distrito federal. 

As imobiliárias respondem positivamente ao anúncio, com a Brookfiled (BISA3, R$ 3,67, +6,07%) e Gafisa (GFSA3, R$ 3,99, +5,28%) liderando os ganhos no Ibovespa. Outras companhias do setor também sobem, entre elas a Cyrela (CYRE3, R$ 18,07, +4,15%), Rossi (RSID3, R$ 4,83, +3,43%), MRV (MRVE3, R$ 12,65, +3,27%) e PDG (PDGR3, R$ 3,60, +3,75%). 

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Após fim do direito de subscrição, ação da Viver dispara
As ações da Viver (VIVR3, R$ 1,33, +6,40%) sobem forte na bolsa nesta sexta-feira, amparadas na aprovação do conselho de administração para um aumento de capital de R$ 50 milhões. Neste processo de aumento de capital, os atuais acionistas podem subscrever as novas ações ao preço de R$ 1,00, um grande desconto sobre o preço no fechamento. 

Acordo entre Vale e DNPM sai em até um mês, diz Lobão
Um acordo entre a Vale (VALE3; R$ 36,61, +1,41%; VALE5, R$ 35,54, +1,48%) e o DNPM (Departamento Nacional de Produção Mineral) sobre royalties da mineração deve sair entre 20 dias e um mês, disse o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão. “Estou convencido de que em até 30 dias teremos esta solução”, disse o ministro, após dar coletiva sobre problemas no abastecimento de energia nos últimos dias. 

Ainda sobre a companhia, a Vale informou que retomou na madrugada desta sexta-feiraas operações de transporte de carga na Estrada de Ferro Carajás (EFC). Na manhã da última terça-feira (2), indígenas das comunidades Guajajaras e Awá-Guajá bloquearam a ferrovia no km 289, entre os povoados maranhenses de Mineirinho e Auzilândia, no município de Alto Alegre do Pindaré (MA).

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Graça Foster prevê produção diária de 2 milhões de barris até dezembro
Além disso, a Petrobras (PETR3, R$ 23,26, +0,04%; PETR4, R$ 22,47, +0,31%) voltará a produzir 2 milhões de barris de derivados ao dia até o fim do ano. A garantia foi dada na quinta-feira pela presidente da estatal, Maria das Graças Foster, de acordo com matéria do Valor Econômico. 

Eike diz que EBX terá mais US$ 2 bilhões em caixa até fim do ano
O empresário Eike Batista afirmou que entrarão US$ 2 bilhões no caixa de seu conglomerado de energia, mineração e construção naval EBX até o fim do ano. Em apresentação para executivos em um evento da indústria de tecnologia em São Paulo, Eike disse que o caixa da EBX – atualmente em US$ 9 bilhões – poderá receber uma injeção adicional de capital até o fim do ano, mas não revelou de onde o dinheiro viria.

Autometal compra companhia nos EUA e firma joint-venture com chinesa
Enquanto isso, a Autometal (AUTM3, R$ 18,92, +1,01%) informou que seus acionistas aprovaram a aquisição indireta de 65% do controle da norte-americana Century Plastics, que por sua vez é controlada 100% pela CIE Autometal de México, que é subsidiária da Companhia. 

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Brasil Foods compra 49% de empresa nos Emirados Árabes Unidos 
A Brasil Foods (BRFS3, R$ 36,99, +2,98%) comprou 49% do capital social e do poder decisório da Federal Foods por US$ 36 milhões, comunicou a empresa na quinta-feira – uma empresa dos Emirados Árabes Unidos. O restante deve ficar com a Al Nowais Investments, que atualmente controla a empresa.

OGX obtém autorização para perfuração na Bacia de Campos
A OGX (OGXP3, R$ 5,87, +1,61%) obteve autorização do Ibama (Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis) para perfuração dos blocos BM-C-37 e BM-C-38 da Bacia de Campos, segundo comunicado divulgado nesta sexta-feira.

Even capta R$ 150 milhões em debêntures, amortiza outras 3 emissões
A Even (EVEN3, R$ 8,08, +2,80%), por sua vez, liquidou em 3 de outubro sua 6ª emissão de debêntures, que totalizou R$ 150 milhões. Com a operação, a construtora e incorporadora amortizará integralmente outras três emissões de debêntures (2ª, 3ª e 4ª) que venceriam em outubro de 2013, outubro de 2012 e junho de 2013, de forma a não ter vencimentos de dívida corporativa até 2014.

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Amil sobe com notícia que UnitedHealth negocia sua compra
Por fim, a s ações da Amil (AMIL3, R$ 25,49, +2,00%) sobem forte após a notícia de que a UnitedHealth Group, maior empresa de seguro de saúde dos EUA, está em negociações para comprar uma participação ou a totalidade da Amil, segundo pessoas familiarizadas com o assunto, de acordo com nota publicada pela Bloomberg.