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SÃO PAULO – O descuido com o dinheiro e o desgaste provocado pelo tempo de uso levaram à retirada de 1,8 bilhão de cédulas de Real, no ano passado, conforme informações divulgadas pela Agência Brasil.
O número é maior que o 1,7 bilhão de notas retiradas de circulação um ano antes. No que diz respeito a 2010, nos meses de janeiro e fevereiro já foram recolhidas cerca de 150 milhões de notas por mês.
De acordo com o chefe de Departamento do Meio Circulante do BC (Banco Central), João Sidney de Figueiredo Filho, cerca de 15% do dinheiro substituído poderia estar em circulação se as pessoas fossem mais cuidadosas.
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“São casos de dinheiro descaracterizado por rabiscos, queimado ou que foi deixado na máquina de lavar”, diz. Além disso, segundo Figueiredo Filho, é comum as notas rasgarem depois de serem grampeadas.
Prejuízo
Segundo o Banco Central, gasta-se mais na troca de notas estragadas do que na produção de novas cédulas, sendo que somente em 2009 foram gastos cerca de R$ 232 milhões na substituição de cédulas, montante equivalente a 80% do orçamento para a produção de dinheiro em papel.
As notas que costumam ter menor tempo de vida útil são as de menor valor: em média 12 meses para as de R$ 2 e 14 meses para as de R$ 5. As notas de R$ 10 e R$ 20, por sua vez, costumam durar cerca de 22 meses. Já as de R$ 50 e R$ 100 possuem tempo de via útil de 28 e 36 meses, respectivamente.
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Ainda conforme Figueiredo Filho, o dinheiro danificado é recolhido pela rede bancária e trocado pelo Banco Central. Na hipótese do dinheiro estar muito danificado, o cidadão preenche um formulário e a nota é enviada ao BC para avaliação. Caso seja legítima e tenha mais da metade do tamanho correto, ela é substituída.
“A gente se empenha para reduzir o prejuízo das pessoas, mas é necessário cuidado”, argumenta o chefe do departamento de Meio Circulante do Banco Central .