Pesquisa: brasileiros pretendem economizar mais e gastar menos

Mostrando certo pessimismo quanto ao emprego e renda, 76% dos brasileiros querem aumentar poupança nos próximos 12 meses

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SÃO PAULO – Quando as expectativas da população quanto à economia do País são positivas, a propensão para aumentar o consumo cresce. Acreditando que não corre risco de perder seu emprego ou sofrer uma diminuição de renda, as pessoas ficam mais à vontade para gastar.

O resultado da pesquisa da Cetelem, divulgada na terça-feira (6), porém, revela um sentimento de pessimismo nos brasileiros. Cerca de 76% dos entrevistados dizem que certamente ou provavelmente vão economizar nos próximos 12 meses.

“A disposição de guardar algum dinheiro na poupança está relacionada com a visão do que pode acontecer no futuro. Se ele é incerto, se há risco de perda de emprego, convém economizar”, aponta o estudo.

Histórico
O percentual mantém certa estabilidade nos últimos anos. Em 2008, a intenção de poupar estava presente em 75% dos brasileiros. Em 2007 eram 72%, em 2006, 71% e, em 2005, 74%.

A intenção de aumentar os gastos sofreu uma diminuição de seis pontos percentuais entre 2008 e 2009, de 48% para 42%. Em 2007, o índice também era de 48%, enquanto em 2006 era de 46% e, em 2005, de 39%.

Renda
A intenção de aumentar as economias é maior na população da classe AB (85%). Dos respondentes da classe C, 79% têm essa pretensão e, na classe DE, 67%.

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Nos próximos 12 meses, 51% da população de renda mais alta pretende aumentar seus gastos, frente a 45% da classe média e 35% da população de baixa renda.

Regiões
O Norte e Centro-Oeste são as regiões que apresentam maior pessimismo quanto às perspectivas futuras. Entre a população desses locais, 88% pretendem aumentar suas economias, frente a 78% dos habitantes do Sul, 77% no Sudeste e 68% no Nordeste.

Quanto à intenção de aumentar os gastos, a região Sudeste fica à frente, com 50%, seguida por Nordeste (40%), Norte/Centro-Oeste (37%) e Sul (29%).

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A pretensão de poupar dos brasileiros, presente em 76% da população, é consideravelmente maior que a média europeia, de 34%, segundo o Cetelem. Já a intenção de aumentar os gastos é menor no Brasil: 42% contra 53% na Europa.