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SÃO PAULO – A partir do dia 1º de outubro, os consumidores que acumularam créditos na Nota Fiscal Paulista no primeiro semestre do ano poderão solicitar a utilização do valor guardado para o abatimento do IPVA 2011. Porém, de acordo com o planejador financeiro pessoal, Valter Police Júnior, essa não é a melhor maneira de utilizar os créditos. “Dinheiro parado nunca é bom. Se a pessoa optar por usar o valor no IPVA, o montante vai ficar três meses parado, enquanto poderia estar rendendo em algum investimento”, explica.
Ainda segundo Police Jr., por mais que o período seja curto, dá para conquistar algum lucro nesse espaço de tempo. “Vamos supor que a pessoa vai mesmo usar esse dinheiro para pagar o IPVA. Compensa mais ela tirar da Secretaria da Fazenda e colocar em uma aplicação, que dará para ela entre 0,5% e 1% de rendimento ao mês”.
Porém, se o consumidor estiver endividado, o resgate dos créditos pode ser ainda mais benéfico. “Imagina uma pessoa que entrou no cheque especial e não tem como saldar a dívida, que cresce 10% ao mês. Se ele usar o dinheiro para resolver essa situação, ele estará evitando uma perda de mais ou menos, 10% ao mês”.
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Investimento
Para quem quer fazer o dinheiro render até o pagamento do IPVA, o planejador dá uma dica.
Embora admita que é difícil indicar um investimento – já que a aplicação ideal depende do perfil do investidor – Police Jr. diz que, como o prazo é curto e o valor não costuma ser muito alto, a poupança é a melhor opção.
“A poupança, ao contrário de outros investimentos, não tem barreira de entrada, ou seja, você pode depositar o menor dos valores, sem problema algum. Além disso, a poupança não tem a incidência de impostos e para um investimento de curto prazo esse é um ponto muito importante, que pode impactar o valor que será resgatado”.
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Medo
Valter Police Júnior ainda aconselhou os consumidores que tem medo de pedir a Nota Fiscal Paulista. “Não há nenhuma razão para ter medo, e todos os consumidores deveriam fazê-lo, afinal as notas solicitadas trazem ganhos em dinheiro e impedem que o local onde a compra foi feita sonegue impostos ou venda produtos ilegais”, explica.
O planejador ainda completa: “tem gente que acha que a NFP é uma maneira do governo monitorar seus gastos. Mas não há nenhum problema nisso se a pessoa faz tudo corretamente. Obviamente uma pessoa que recebe valores que não declara, que sonega impostos, pode ter problemas no futuro. Mas quem faz tudo certinho não tem o que temer. Apenas como exemplo, a receita cruza informações com compras de alto valor feitas por meio do cartão de crédito. Ou seja, apenas quem sonega deve ter medo e ter medo também de comprar no cartão”, finaliza.