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SÃO PAULO – O aumento nos preços do mercado e a escolha por modelos mais sofisticados, associada à melhora na renda, fizeram com que a nova classe média ascendente no Brasil pagasse até 70% mais em prestações mensais para financiar a compra do próprio veículo.
O percentual evidenciado pela pesquisa do instituto Data Popular significa que o valor médio gasto pela classe C com parcelas de veículos passou de R$ 285, em 2003, para R$ 484, em 2009.
Feito a partir de dados da POF 2009 (Pesquisa de Orçamento Familiar) do IBGE, o levantamento ainda revelou que as classes A e B também elevaram suas prestações, porém em menor escala, em 51% e 65%, respectivamente.
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Na garagem
Em 2010, 61% dos consumidores da Classe C possuem ao menos um automóvel na garagem. Em 2001, por exemplo, esse percentual era de apenas 40% e em 2005, de 51%.
Entre os integrantes da Classe AB o percentual é de 83%. Há cinco anos, o percentual era de 80% e há dez, de 75%.
Na Classe DE, por sua vez, 20% de seus integrantes possuem algum automóvel na garagem. Tomando-se como base inicial o ano de 2001, quando apenas 12% de seus representantes possuíam carro, houve aumento de 8 pontos percentuais.
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De acordo com a pesquisa, o bloco formado pelas classes CDE agrupam mais de 75% das famílias brasileiras com ao menos um carro na garagem. Esse é o resultado de uma alta de 50% na posse de automóveis entre os emergentes.
Tráfego
Outro ponto que chama a atenção diz respeito ao volume de automóveis em circulação nas ruas do País. Uma parcela de 60% dos veículos que trafegam nas vias brasileiras pertencem a um integrante da Classe C.
Na Classe AB, esse percentual é de 21%, e na Classe DE, de 19%.