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SÃO PAULO – Uma pesquisa realizada pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) revelou que 46% das famílias brasileiras realizam despesa com o transporte público, o que representa em média 5% de seus rendimentos.
Os dados, divulgados nesta quarta-feira (1), revelaram que o ônibus é o meio de transporte público mais usado, com abrangência de 32% das famílias, porém a participação desta despesa na renda é de 4,2%.
Em relação aos trens e metrôs, foram usados por 1% e 1,4% das famílias, respectivamente, e representaram 3,3% e 1,6% do orçamento delas, nesta ordem. A menor participação do metrô, de acordo com o Ipea, está relacionado ao fato de ele estar localizado em grandes centros urbanos e em áreas com famílias de maior renda.
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Os táxis, por sua vez, são usados por 3,4% das famílias, mas representam 2,7% dos rendimentos.
Faixas de renda
A proporção de usuários do transporte público em geral mostrou-se relativamente homogênea entre as faixas de renda, de 38,5% das famílias entre o quarto mais pobre – renda domiciliar mensal até R$ 913,09 – até por volta de 50% entre as pessoas que ganham de R$ 1.586,63 a R$ 5.786,62.
A mudança foi na modalidade do transporte usada por cada faixa de renda. As famílias com renda entre R$ 5.786,52 e R$ 117.219,20 mensais tiveram maior frequência de uso de táxi e metrô, enquanto as famílias de menor renda apontaram uso mais frequente inclusive de transporte pirata (alternativos e vans), devido ao baixo custo.
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“Um fato interessante que não era esperado é a frequência, acima de 40%, do uso de transporte público entre as 75% famílias mais ricas, demonstrando que transporte público é um bem demandado por todas as classes de renda e com elevado crescimento potencial”, diz o Ipea.
Os dados são baseados na Pesquisa de Orçamentos Familiares 2008/09, do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).