Preço do gás de cozinha não cai há sete anos, diz Lula

O presidente afirma que vai sair do governo com essa "dívida" e espera que Dilma Rousseff consiga reduzir o preço do gás

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SÃO PAULO – O preço do gás de cozinha não sofreu redução desde 2004, afirmou nesta quinta-feira (9) o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

“Vou sair com uma dívida. Desde 2004 que queríamos reduzir o preço do gás de cozinha e o dado concreto é que vou sair do governo sem reduzir o preço”, afirmou Lula, de acordo com Agência Brasil.

O presidente ainda disse que espera que a presidente eleita, Dilma Rousseff, consiga promover essa redução.

Gás de cozinha na pauta da Câmara
Na última quarta-feira (8), a Câmara dos Deputados realizou audiência para discutir medidas que podem reduzir os gastos dos consumidores com gás de cozinha. Uma das medidas debatidas foi a que permite a recarga os botijão de gás nas revendas.

Enquanto a Asmirg (Associação Brasileira dos Revendedores de Gás Liquefeito de Petróleo) afirma que a medida ampliaria o acesso e facilitaria a compra dos consumidores, a ANP (Agência Nacional de Petróleo) alerta sobre a segurança de se fazer recargas desse tipo.

Representantes das distribuidoras presentes no evento consideraram inviável a recarga em postos de combustível. “Trazer para a área urbana um serviço do setor industrial pode tornar a distribuição de botijões uma atividade de risco”, disse o presidente do Sindigás (Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Gás Liqueito do Petróleo), Sérgio Bandeira de Mello, de acordo com a Agência Câmara.

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Cerca de 30 milhões de botijões são entregues por mês no País. Por ano, 17 milhões precisam de reavaliação, por deixarem de atender a critérios de segurança.

Adicional
No mesmo dia, os deputados da Comissão de Defesa do Consumidor aprovaram proposta que permite ao consumidor receber um adicional gratuito de gás de cozinha, quando trocar o botijão.

De acordo com o projeto (5120/05), do deputado José Carlos Machado (DEM-SE), o adicional gratuito seria uma forma de ressarcir o consumidor que, ao comprar um botijão, devolve outro com resíduo de gás. Esse adicional, diz o texto, deve corresponder à média de resíduo deixado nos botijões e que será definida pela ANP (Agência Nacional de Petróleo).

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Para o relator do projeto na comissão, deputado Cláudio Cajado (DEM-BA), o consumidor acaba pagando por um produto que não consome, uma vez que uma parte do conteúdo do botijão não pode ser utilizado. A proposta ainda será analisada pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.