Instituto identifica erros que podem aumentar em até 2% as contas de luz

As falhas apontadas pelo Programa Energia Transparente contabiliza um custo de R$ 1,2 bi em encargos de operação em 2011

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SÃO PAULO – O consumidor pode ter prejuízos com a conta de luz no próximo ano. Pesquisa realizada pelo Instituto Acende Brasil aponta erros no Sistema Interligado Nacional, responsável por organizar a geração e a distribuição de eletricidade no País.

As falhas apontadas pelo Programa Energia Transparente contabiliza um custo de cerca de R$ 1,2 bilhão em encargos de operação do sistema em 2011, considerando apenas o acumulado até outubro. Esse valor deve ser diluído nas contas dos consumidores.

Neste ano, esse custo foi de R$ 600 milhões em relação ao ano anterior. Em 2009, foram pagos R$ 2,3 bilhões com os encargos.

“O grande paradoxo é que temos agora uma situação de sobreoferta até 2014. Esse custo adicional está acima de R$ 1 bilhão, uma conta que será paga por todos nós e será da ordem de 1% a 2%”, disse, de acordo com a Agência Brasil, o presidente do instituto, Claudio Sales.

O ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico) e a EPE (Empresa de Pesquisa Energética) não comentaram os dados do relatório, segundo a Agência.

Problemas
Um dos principais problemas identificados ocorreu na Usina Itaipu, entre janeiro e junho. A usina estava com limitações de operação, para que linhas de transmissão fossem consertadas. Contudo, as informações das restrições não foram repassadas aos computadores do sistema, o que acabou desperdiçando energia.

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“Se a saída de Itaipu tivesse sido formalmente avisada ao sistema, o ONS teria acionado algumas térmicas, certamente as de menor custo, antecipadamente, guardando a água dos reservatórios para outro momento e não as jogando fora”, afirmou Sales.

Sem a informação, os reservatórios da usina mantiveram-se abertos. “Em vez de acionar as térmicas mais eficientes num segundo momento, o modelo acionou as térmicas mais caras, do tipo emergencial, a óleo”, completa Sales.

Outro erro apontado pelo relatório do instituto refere-se à falta de dados sobre as pequenas usinas. A falta de informação fez com que o sistema utilizasse essas usinas de forma incipiente, gerando menos energia por meio delas do que poderia ser gerada.