Brasileiros viajaram 6,4% mais em rodovias pedagiadas em 2008

Em dezembro, movimento de veículos leves subiu 1,1%, devido à alta do dólar, que inibiu viagens ao exterior

Publicidade

SÃO PAULO – O fluxo de veículos leves nas estradas pedagiadas cresceu 6,4% em 2008, mesmo diante de um cenário de crise, mostrou nesta sexta-feira (9) o Índice ABCR (Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias), realizado em parceria com a Tendências Consultoria Integrada.

O crescimento do fluxo de veículos leves foi superior ao de automóveis pesados, com alta de 5,2% no período. No total, o movimento em rodovias pedagiadas registrou um avanço de 6,1% no ano passado.

O destaque ficou com as rodovias privadas do Paraná, onde o fluxo de veículos leves cresceu 10% no ano passado. No Rio Grande do Sul (9,4%), em São Paulo (6,3%) e no Rio de Janeiro (4,2%), o fluxo cresceu num ritmo menor.

Mês de férias

Somente em dezembro, a alta no fluxo de veículos leves foi de 1,1%, em relação a novembro. O motivo apontado para isso foi a alta do dólar.

“Embora o ritmo da atividade econômica esteja fraco, o mercado de trabalho ainda não mostrou uma desaceleração muito forte. Um fator que pode ter levado à alta de 1,1% do fluxo de veículos leves é a alta do dólar, que pode ter diminuído o número de viagens ao exterior, fazendo com que as pessoas procurassem destinos domésticos e pegassem as estradas”, afirmou a economista da Tendências Consultoria e responsável pelo índice, Cláudia Oshiro.

Já no caso dos veículos pesados, em dezembro, houve queda de 3,7% frente a novembro. “Isso confirma a desaceleração da produção industrial, que acabou sofrendo forte impacto da crise internacional. As montadoras, por exemplo, já diminuíram o ritmo. Seus estoques estavam bastante elevados e a demanda não está respondendo”.

Continua depois da publicidade

Dados gerais

Confira os índices de fluxo na tabela abaixo:

Taxas de crescimento do fluxo pedagiado
Índice Dez07/Dez08 Dez08/Nov08* Últimos 12 meses
Geral 3,6% 0,6% 6,1%
Leves 4,9% 1,1% 6,4%
Pesados -0,8% -3,7% 5,2%

Fonte: ABCR/Tendências Consultoria Integrada
* Com ajuste sazonal