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SÃO PAULO – No Brasil, há espaço para montadoras crescerem. É o que acredita o presidente da Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores), Jackson Schneider. Por isso, a Associação espera expandir a produção média diária de veículos neste mês, de acordo com a Agência Brasil.
Apesar da alta volatilidade no mercado e da falta de “um melhor entendimento sobre as repercussões das medidas do governo norte-americano”, Schneider não tem dúvidas de que “as condições da macroeconomia brasileira permitem que o Brasil se saia melhor do que o resto do mundo na área automotiva”.
Diante desse cenário, os dados, apresentados na última segunda-feira (9) por Schneider, mostram uma expectativa da indústria automobilística em aumentar a produção de 8,9 mil unidades, registrada em janeiro, para 10,8 mil ainda neste mês. Para tanto, a Anfavea espera aumentar a média diária de 9,4 mil unidades vendidas em janeiro, entre veículos nacionais e importados, para 9,8 mil neste mês.
Crescimento apesar de tudo
Os bons resultados de janeiro frente a dezembro é uma resposta clara às medidas adotadas no final de 2008 pelo governo. Schneider reconhece que a redução do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) e do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) foram fatores que estimularam os resultados positivos.
Segundo dados da Anfavea, no primeiro mês deste ano, foram fabricadas 186,1 mil unidades, o que representa uma elevação de 92,65% em relação a dezembro (96,6 mil veículos). Já na comparação com o mesmo mês do ano passado (255,2 mil), houve queda de 27,08%.
O total de veículos vendidos em janeiro aumentou 1,54%, na comparação com dezembro. No primeiro mês do ano, 197,5 mil unidades foram licenciadas, contra 194,5 mil do mês anterior. Por outro lado, na comparação com o mesmo período de 2008 (215 mil unidades vendidas) houve recuo de 8,14% nas vendas de veículos.
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Importados
No mês passado, a participação dos veículos importados no mercado interno somou 19,6%, índice maior que os 16% registrados em dezembro do ano passado. Acerca disso, o presidente da Anfavea afirmou que o setor tem um movimento natural de compra e venda com os parceiros comerciais, como Argentina e México, segundo a Agência Brasil.
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