Spread e inadimplência devem cair nos próximos meses, avalia instituto

Para Ibef SP, bancos já estão promovendo algumas ações para diminuir o spread, atendendo às expectativas do Governo Federal

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SÃO PAULO – O valor do spread bancário (diferença entre o juro recebido por quem aplica no banco e o juro cobrado pela instituição ao financiar seus clientes), bem como a taxa de inadimplência devem apresentar reduções nos próximos meses.

A previsão é do presidente do conselho de administração do Ibef SP (Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças), Walter Machado de Barros, que diz que os bancos já estão providenciando algumas ações para diminuir o spread, atendendo às expectativas do Governo Federal, que está fazendo uma forte pressão quanto ao assunto.

Emprego e Inadimplência

De acordo com a Febraban (Federação Brasileira dos Bancos), o spread é impactado pelos impostos (18,3%), custos administrativos (13,5%), compulsório depositado obrigatoriamente para o Banco Central (3,5%) e especialmente pela inadimplência, que representa 37,4% do custo do dinheiro, sendo que o lucro bancário seria responsável por 26,9%.

A entidade alega que as taxas de juros cairiam muito se a taxa de inadimplência fosse zero e lembra que, nos empréstimos onde há garantia, como no financiamento de automóveis, a taxa de juros brasileira se aproxima dos países ricos. Isso porque o banco pode retomar o carro se houver falta de pagamento.

Neste sentido, no que diz respeito à preocupação de que uma eventual piora do mercado de trabalho tenha reflexos nos índices de inadimplência junto ao setor financeiro, o executivo do Ibef se mostra otimista.

“O IBGE já vem apontando um encerramento do ciclo de desova de estoques no comércio atacadista. Assim a indústria de transformação já está começando a receber os pedidos de reposição. Isso indica uma lenta, porém gradual recuperação da economia, o que reduz o desemprego e assim a taxa de inadimplência”, disse.