Juros do cheque especial recuam pela quarta vez e atingem 9,03% a.m

A queda é de 0,14 ponto percentual na comparação com março; empréstimo pessoal também recuou (-0,06 p.p.)

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SÃO PAULO – Pesquisa divulgada nesta terça-feira (14) pela Fundação Procon de São Paulo mostrou que, em abril, na comparação com março, os juros médios do cheque especial passaram de 9,17% ao mês para 9,03% mensais – um recuo de 0,14 ponto percentual -, marcando a quarta queda consecutiva dos juros, após sucessivas altas.

O estudo verifica as cobranças dos dez maiores bancos do País. Quanto ao empréstimo pessoal, também houve queda, de 0,06 ponto percentual da taxa, ficando em 5,74% ao mês.

Por banco

A queda da taxa de juros do cheque especial deve-se, principalmente, à variação dos juros dos bancos Caixa Econômica Federal, Santander. As tabelas abaixo mostram os valores cobrados nas instituições pesquisadas nos dois últimos meses, em ordem decrescente, tanto para o cheque especial como para o empréstimo pessoal.

Banco Cheque Especial (a.m.)
março abril
Safra 12,30% 12,30%
Santander 9,85% 9,57%
Real 9,70% 9,57%
HSBC 9,47% 9,35%
Nossa Caixa 8,80% 8,80%
Unibanco 8,91% 8,79%
Itaú 8,87% 8,75%
Bradesco 8,56% 8,44%
Banco do Brasil 7,91% 7,85%
Caixa Econômica Federal 7,35% 6,83%
Média 9,17% 9,03%

Fonte: Procon-SP

Banco Empréstimo Pessoal (a.m.)
março abril
Safra 6,90% 6,90%
Itaú 7,01% 6,89%
Unibanco 6,91% 6,79%
Real 6,36% 6,23%
Santander 6,36% 6,23%
Bradesco 5,91% 5,81%
Nossa Caixa 4,90% 4,90%
HSBC 4,70% 4,62%
Banco do Brasil 4,60% 4,60%
Caixa Econômica 4,39% 4,39%
Média 5,80% 5,74%

Fonte: Procon-SP

Perfil: vale esclarecer que as taxas, além de variarem de uma instituição para outra, podem variar de acordo com o perfil do cliente. É importante ficar atento ao perfil da amostra e ao perfil no qual se enquadra na instituição.

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Menores taxas

De acordo com o Procon-SP, a menor taxa média de empréstimo pessoal registrada desde 1995 (início da pesquisa) foi de 4,22% (em janeiro de 2001) e a de cheque especial foi de 7,99% (entre os meses de agosto e novembro de 2004). Para os técnicos da entidade, essas taxas ainda são consideradas altas em comparação com as praticadas na maioria dos países e, portanto, ainda há muitos cortes a fazer até se chegar a valores razoáveis.