Consumo de gás natural tem queda de 16,49% em um ano

Segundo Abegás, queda é resultado da redução da produção industrial, por conta da crise financeira internacional; consumo residencial teve alta de 7,96%

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SÃO PAULO – O consumo de gás natural apresentou queda de 16,49% entre maio de 2008 e o mesmo mês de 2009, segundo dados da Abegás (Associação Brasileira das Empresas Distribuidoras de Gás Canalizado), divulgados na última quinta-feira (2).

A redução teria sido motivada pela diminuição da produção industrial, em decorrência da crise financeira internacional, e pela perda de competitividade do produto em relação aos outros combustíveis.

Apesar disso, analisando cada setor individualmente, nota-se que os consumos residencial e do setor de co-geração apresentaram aumento no período, de 7,96% e de 1,65%, respectivamente.

Outros setores

Entre os demais segmentos, o resultado foi negativo. Na indústria, maior consumidora do gás natural no Brasil, houve queda de 23,39%, sendo, juntamente com as termoelétricas (-11,90%), o setor que mais contribuiu para o resultado negativo no geral.

Já o setor automotivo e o comercial tiveram reduções de 14,96% e de 2,07% em um ano.

Dados mensais

No que diz respeito aos resultados apurados entre os meses de abril e maio, estes foram positivos, já que houve alta de 26,50% no consumo de gás natural em todo o País, atingindo 41,5 milhões de metros cúbicos.

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A região Sudeste continua sendo a maior consumidora, com 30,2 milhões de metros cúbicos consumidos por dia no quinto mês do ano. Na sequência, estão as regiões Nordeste (5,8 milhões metros cúbicos ao dia), Sul (5,3 milhões), Centro-Oeste (148,8 mil) e Norte (2,5 mil).

Em maio, a geração elétrica consumiu 160,95% a mais em relação a abril. O setor de co-geração teve alta de 32,81%, as residências, de 15,44%, e o segmento comercial, de 6,25%. As indústrias, que, junto com o setor termoelétrico, foram apontadas como um dos fatores do crescimento geral, tiveram acréscimo de 8,74% no consumo, no período analisado.

O setor de automóveis, por sua vez, registrou queda de 1,09% em maio na comparação com abril.