Publicidade
SÃO PAULO – Após o anúncio de novas medidas de estímulo para a economia norte-americana pelo Federal Reserve, as ações da siderúrgicas e das construtoras registram forte alta no pregão desta quinta-feira (13).
Às 15h15 (Horarío de Brasília), os papéis da Usiminas (USIM3; R$ 13,50, +9,14%; USIM5; R$ 11,97, +11,35%) lideravam os ganhos do pregão, com ganhos de mais de 9%; antes do anúncio do Fed, as ações da companhia operavam com alta de cerca de 4%. Além destas, outras siderúrgicas registravam forte alta, caso da CSN (CSNA3; R$ 12,80, +8,29%) e Gerdau (GGBR4, R$ 21,00, +6,11%).
Assim como as siderúrgicas, as empresas de construção civil também tiveram fortes ganhos, com destaque para a Brookfield (BISA3; R$ 4,61, 8,47%), Gafisa (GFSA3; R$ 4,69, +8,56%), Rossi Residencial (RSID3, R$ 5,87, +5,96%), PDG Realty (PDGR3; R$ 4,25, +5,46%) e MRV Engenharia (MRVE3; R$ 11,89, +4,39%). Enquanto isso, o Ibovespa registrava alta de 3,42% no mesmo horário, aos 61.971 pontos.
De acordo com Felipe Rocha, analista da Omar Camargo Investimentos, esta forte alta se deve ao maior otimismo do mercado guiado pelo anúncio de uma terceira rodada de estímulos, o que aumenta o apetite ao risco dos investidores no mercado em papéis de maior volatilidade, como tem sido o caso desses setores.
Siderúrgicas no radar
Entretanto, Rocha ressalta que não se deve levar em conta apenas as medidas anunciadas pelos EUA nesta data para justificar a alta dos papéis. As ações da Usiminas e da CSN vêm de expressiva alta nas últimas sessões, impulsionadas também pelo anúncio de redução dos preços de energia pelo governo na última terça-feira (11). Os papéis USIM5, por exemplo, têm alta acumulada de 47% apenas no mês de setembro, recuperando-se assim da forte queda observada no meio.
Deste modo, o anúncio da presidente da República, Dilma Rousseff, apesar de ter enfraquecido as elétricas, impulsionou os papéis de companhias voltadas ao mercado interno, caso das imobiliárias e das siderúrgicas.
Continua depois da publicidade
Entretanto, apesar das perspectivas de melhoria dos resultados das companhias de siderurgia daqui em diante, muitos bancos não veem atratividade para os papéis do setor. O Santander afirmar que a melhora dos números não sustentam uma visão mais favorável sobre os ativos USIM5. Já o HSBC vê um cenário desanimador para as siderúrgicas, apesar do recente rali dos papéis de empresas do setor.