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SÃO PAULO – Manter um apartamento na cidade de São Paulo está cada vez mais caro. Somente o condomínio aumentou 9,6% em um ano, acima da inflação de 4,1% registrada no período pelo ICV (Índice de Custo de Vida), do Dieese (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos).
Apenas nos seis primeiros meses do ano, o condomínio aumentou 5,6%, bem acima da variação de 1,72% do ICV. “No último ano, tivemos um dissídio de 9% na mão-de-obra que trabalha em condomínio [principal despesa de um condomínio]“, explica a gerente de Marketing da Lello Condomínios, Angélica Arbex. “Não existe outra alternativa que não atualizar a cota condominial”.
Segundo ela, em um condomínio, o mais importante é o equilíbrio financeiro. “Quando as despesas começam a representar mais que a arrecadação, quem sofre é a comunidade condominial”, explicou sobre o fato de o condomínio ficar sem recursos para conservação e manutenção preventiva, o que desvaloriza o bem.
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Além disso, de acordo com ela, um não aumento do valor do condomínio quando necessário gera, sem dúvida, um enorme prejuízo com o passar do tempo.
Valor médio dos condomínios varia até 77,4%
De acordo com levantamento feito pela Lello Condomínios, o valor médio dos condomínios na cidade pode chegar a variar até 77,4%. A região dos Jardins é onde se paga mais caro: a taxa média é de R$ 742,99.
O Morumbi ficou com o segundo lugar do ranking dos condomínios mais caros, com taxa média alcançando R$ 705,21. Já na região da Mooca, o condomínio tem um valor médio de R$ 418,78, sendo o mais baixo apontado pela pesquisa.
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O segundo valor mais baixo na cidade é encontrado na região da Vila Mariana. Lá, o custo mensal é de R$ 444,90. O levantamento também apontou que o valor médio encontrado na região do Grande ABC ficou em R$ 533,38. Já no Guarujá, o condomínio médio é de R$ 474,70.
Custos podem ficar menores
De acordo com Angélica, dá para diminuir os custos dos condomínios, eliminando eventuais “gorduras” no orçamento.
No entanto, ela lembra que economia a qualquer preço pode sair caro. “Uma reforma barata, porém mal feita, pode gerar problemas estruturais e, consequentemente, novos gastos ao condomínio”.