Número de cheques pré-datados diminui 0,96% em julho, diz TeleCheque

Segundo entidade, número mostra que o pré-datado mantém o ritmo do primeiro semestre do ano passado, pré-crise

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SÃO PAULO – O número de cheques pré-datados diminuiu 0,96% no sexto mês de 2009, na comparação com o mês anterior, revela estudo da TeleCheque divulgado nesta sexta-feira (28).

O volume de cheques pré-datados emitidos em julho alcançou 79,6% do total transacionado no mês passado. Em junho, esse percentual era de 80,37%. Na comparação com o mesmo mês do ano passado (80,78%), a queda foi maior, de 1,46%.

De acordo com estudo da TeleCheque, divulgado nesta sexta-feira (28), o número mostra que o pré-datado mantém o ritmo do primeiro semestre do ano passado, consolidando sua importância no mercado nacional.

“Nossos dados apontam um equilíbrio no uso do pré-datado, pois ele foi o meio mais usado durante e, especialmente, depois da crise”, explica vice-presidente da TeleCheque, José Antônio Praxedes Neto.

Negociações flexíveis

De acordo com Praxedes, a crise “forçou os consumidores a ajustar seus orçamentos e a se controlar, o comerciante aumentou a confiança em oferecer vendas parceladas com o pré-datado. Ele prefere receber o cheque, pois assim fideliza o cliente e garante as vendas”.

Para ele, o cheque é um instrumento seguro e barato e deve recuperar os índices atingidos no ano passado nos próximos meses e tem sido o preferido pelos lojistas e consumidores. “Existem inúmeros motivos para isso, mas o importante é que o pré-datado é o meio que mais permite a negociação direta entre o cliente e o varejista: eles definem juntos as condições de pagamento favoráveis para ambos”.

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Indicador por estado

Em julho, os maiores índices de cheques pré-datados foram verificados em Pernambuco (90,48%), Rio Grande do Norte (88,52%) e Rio de Janeiro (85,63%).

Entre os diferentes segmentos, Calçados segue na liderança, com o maior uso de cheque pré-datado nos pagamentos: 88,56%. Em seguida aparecem Automotivos (87,59%) e Móveis e Decoração (87,25%). Supermercados vêm na sequência, com 84,95%.