Celular sem risco de ser grampeado custa a partir de R$ 1.700

Tecnologia protege conversas e ligações, que, mesmo quando são interceptadas, não podem ser decodificadas

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SÃO PAULO – Enquanto o telefone celular, para muitas pessoas, é apenas um meio para bater papo com os amigos, para algumas, ele é um instrumento de trabalho muitas vezes utilizado para transmitir informações importantes e até sigilosas, ou seja, conteúdo que não pode – nem deve – ser ouvido por mais ninguém.

Para evitar que informações sigilosas ditas ao celular caiam em ouvidos errados, ou seja, que os aparelhos sejam grampeados, diversas empresas oferecem soluções de criptografia para o aparelho. A partir de R$ 1.700, é possível instalar um software no celular que converte a voz em letras e números.

Com essa tecnologia, os fabricantes afirmam que as ligações são completamente seguras e, mesmo quando interceptadas, não podem ser decodificadas. “No entanto, para que o sigilo da conversação seja assegurado, é preciso que ambos os interlocutores possuam aparelhos compatíveis e dotados de recursos com tecnologia de codificação”, afirma o diretor da DTS, representante da empresa alemã GSMK, que fabrica soluções para sigilo telefônico, Mike Lu.

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Só para alguns aparelhos

De acordo com Lu, que representa o Cryptophone no Brasil, o software só pode ser instalado em alguns aparelhos. “Nossa empresa trabalha apenas com celulares que operam com Windows Mobile e mesmo assim não é possível instalar em todas as marcas de telefone. Como garantimos total segurança no serviço, instalamos a solução apenas em aparelhos que temos certeza de que o funcionamento será perfeito”.

Além de aparelhos específicos, a operadora deve atender requisitos básicos para o funcionamento. “Para que a criptografia funcione, a rede deve ser GSM e contar com CSD (Circuit Switched Data), que é uma tecnologia para transmissão de dados em redes, mas a grande maioria tem”.

As soluções da Cryptophone custam a partir de R$ 3,5 mil e é preciso consultar a empresa para saber se o seu aparelho permite a tecnologia.

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Para os que possuem aparelhos equipados com o sistema operacional Symbian, a CryptoCell oferece o serviço de criptografia. A empresa utiliza criptografia de nível militar, considerada tecnicamente inviolável.

A licença dessa empresa custa a partir de R$ 1.700 e, embora seus principais clientes estejam entre altas diretorias de grandes bancos, empresas, bancas de advocacia e órgãos de governo que trabalham com informação crítica e são vítimas freqüentes de espionagem comercial ou tentativas de violação do sigilo, a solução está disponível para qualquer pessoa.

Celulares criptografados

Para quem quer ter o recurso, mas não possui um celular compatível, a solução é comprar o aparelho que já vem com essa tecnologia.

A CryptoPhone tem dois aparelhos, o CryptoCEL/CP220 e o CryptoCEL/CP-G10, que é um smartphone com câmera embutida e memória extensível, entre outros recursos. Os aparelhos custam a partir de R$ 7 mil.

O grupo Ronan Internacional fabrica o Enigma 300, um telefone celular totalmente seguro e ajustável, que utiliza tecnologia de criptografia de nível militar. O aparelho, no entanto, tem venda controlada e só está disponível para órgãos governamentais e pessoas jurídicas que não estejam envolvidos em nada ilícito ou sobre os quais não recaia nenhuma suspeita de atividade ilegal.

Com tecnologia alemã avançada, o aparelho, que também custa R$ 7 mil, é usado por governantes de diversos países.