Pagamento à vista do carro deve cair para até 25% do total, diz Anef

Em 2007, essa proporção ficou em 28%. Em 2003, foi atingido o pico de 38%. Procura por leasing sobe

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SÃO PAULO – A proporção de 28% de carros comprados à vista, verificada em 2007, não deve ser substancialmente reduzida ao longo dos anos. Perspectivas da Anef (Associação Nacional das Empresas Financeiras das Montadoras) apontam que mesmo com a liberação descomplicada do crédito, a fatia não deve ficar menor do que 25% do total.

“Não acredito que reduza muito abaixo disso. Claro que o crédito facilitou a compra, mas ainda existem aqueles que conseguem pagar de uma vez”, explicou o presidente da entidade, Luiz Montenegro, em entrevista concedida recentemente à InfoMoney.

Forma de pagamento

Segundo a Anef, em 2001 e 2002, foi repetida a proporção de 32% das comercializações feitas com pagamento à vista. Esse total atingiu o pico de 38%¨em 2003, caindo para 33%¨em 2005, para 32% em 2006 para, finalmente, atingir os 28% do ano passado.

O financiamento pelo tipo CDC (crédito direto ao consumidor) também perdeu espaço. A carteira que mais cresceu foi o leasing, tipo de arrendamento mercantil com opção de compra que é possui uma contraprestação mais barata do que a do empréstimo. Normalmente, enquanto que os juros do CDC ficam em 2% ao mês, no “aluguel” ele cai para 1,7%.

































Operação 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007
À vista 32% 32% 38% 34% 33% 32% 28%
Leasing 3% 3% 5% 10% 15% 18% 30%
Financiamento 51% 53% 44% 47% 45% 45% 38%
Consórcio 14% 12% 13% 9% 7% 5% 4%

Fonte: Anef

Segundo Febraban (Federação Brasileira dos Bancos), do saldo de crédito liberado ao consumidor em 2007, R$ 81 bilhões eram referentes a compra de autos – algo em torno de 34% do total de dinheiro liberado aos consumidores no mês.

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Usados

De acordo com a Assovesp (Associação dos Revendedores de Veículos Automotores no Estado de São Paulo), no primeiro mês do ano, 80% dos negócios envolvendo carros usados foram realizados com algum tipo de financiamento, contra 59% observados em dezembro. O prazo médio do pagamento de usados ficou em 48 meses.