Remédios terão reajuste de até 4,61%; veja como economizar com a despesa

Pesquisa de preços permite economia acima de 202%; programas populares trazem valores 90% mais baratos

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SÃO PAULO – A partir do dia 09 de abril, os remédios ficarão até 4,61% mais caros em todo o Brasil. Tendo em vista que eles são despesa essencial e que não pode ser adiada, é preciso encontrar maneiras de diminuir o impacto dos medicamentos no bolso.

Dados da OMS (Organização Mundial da Saúde), compilados pelo Ministério da Saúde, revelam que os brasileiros gastam 19% da renda familiar com saúde. Os medicamentos representam 61% das despesas da baixa renda.

Pesquisar traz economia de mais de 202%

Quando o assunto é o orçamento, o consumidor tem que suar a camisa, já que precisa pesquisar valores. De acordo com dados do Conselho Regional de Farmácia do Distrito Federal (CRF-DF), a diferença dos preços entre remédios genéricos chega a 202,46%.

Com os medicamentos mais caros, o conselho aconselha ao consumidor que faça uma pesquisa de preço antes da compra, pois laboratórios cobram valores bem diferentes para o mesmo medicamento.

“O usuário de medicamento, hoje, já procura o genérico, por ser a opção mais barata, mas é preciso que ele pesquise, pois além de alguns genéricos estarem mais caros que os de marcas, a diferença nos preços dos genéricos é gritante, fazendo com que o usuário, que acredita estar fazendo a melhor opção, saia prejudicado”, disse o presidente do conselho, Hélio José de Araújo.

Programas vendem até 90% mais barato

De acordo com o consultor financeiro Marcos Crivelaro, uma primeira alternativa é a Farmácia Popular. “O programa oferece, atualmente, 107 medicamentos até 90% mais baratos para tratamento de doenças com maior incidência no País, como hipertensão, diabetes, úlcera, depressão e outros”.

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Para conseguir o remédio, basta apresentar receita médica da rede pública ou particular, o que é exigido para evitar a automedicação.

Ainda existe o programa Farmácia Dose Certa, que oferece medicamentos como analgésicos e antiinflamatórios. “Para receber o medicamento, basta ter receita emitida por unidade pública de saúde, dentro do prazo de validade e com prescrição do princípio ativo do medicamento”.

O problema dos impostos

Ainda segundo Crivelaro, a carga tributária brasileira que incide sobre os remédios é uma das mais altas do mundo. “Ao contrário do Brasil, outros países há muitos anos consideram o medicamento um bem essencial”, disse. “O correto seria alíquota zero para os medicamentos”, completa.

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Além da alta carga tributária, existem os reajustes. Segundo a Cmed (Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos), a expectativa é que o repasse total de preços seja finalizado dez dias após o encarecimento.

São três categorias: o grupo de remédios em que os genéricos têm participação de mercado de mais de 20% sofrerá o encarecimento máximo de 4,61%. Naquele em que a participação está entre 15% e 20%, o aumento será de 3,56%. Para o grupo com participação abaixo de 15%, o reajuste será de 2,52%.

Fórmulas fitoterápicas, homeopáticas e algumas outras não são submetidas aos percentuais.