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SÃO PAULO – Os paulistanos viram os preços subirem 0,87% no quinto mês deste ano. A taxa, 0,45 ponto percentual acima da apurada em abril, foi mais sentida no bolso das famílias de baixa renda, pertencentes ao estrato 1.
As informações, divulgadas nesta quinta-feira (5), fazem parte do ICV (Índice de Custo de Vida), apurado mensalmente pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos).
Por renda
Segundo o levantamento, o ICV para o estrato 1 (composto por um terço das famílias mais pobres, que contempla os domicílios nos quais a renda média salarial fica em R$ 377,49 ao mês) registrou variação de 1,28% em maio. Um mês antes, o índice havia sido de 0,47%, o que representa aumento de 0,81 ponto percentual, que também foi o maior dentre todas as faixas de renda.
Para as pessoas inseridas no estrato 2 (famílias de nível intermediário, com rendimento médio de R$ 934,17 mensais), os preços, que subiram 0,40% no mês anterior, tiveram alta de 1,05%.
Considerando o estrato 3 (que reúne as famílias de maior poder aquisitivo, cuja renda média é de R$ 2.792,90 por mês), o Dieese aponta que o custo de vida avançou 0,68%, alta de 0,26 ponto percentual em relação a abril.
Principais variações
No mês passado, a forma como as famílias distribuem os gastos resultou em impactos inflacionários distintos, principalmente por conta dos aumentos nos alimentos, que afetou mais as de menor nível de rendimento.
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A contribuição no cálculo chegou a 1,03 ponto percentual no estrato 1 e 0,82 ponto percentual no estrato 2, bem superior à dos indivíduos do estrato de renda 3, que foi de 0,49 ponto percentual.
Os aumentos ocorridos na área de habitação foram ocasionados pela alta na locação de imóvel e afetaram de forma semelhante o orçamento das famílias dos estratos 1 e 2.
A elevação nos preços dos remédios também foi mais sentida pelas famílias de menor poder aquisitivo (0,10pp). Seguidas pelas de nível intermediário (0,08 pp) e as de maior renda (0,6pp)
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Acumulado
Nos últimos 12 meses – entre junho de 2007 e maio de 2008 – o ICV-Dieese acumula alta de 4,95%. Ao se considerar os diferentes estratos de renda, a taxa maior foi apurada para as famílias de menor poder aquisitivo (6,77%). Para as famílias do estrato 2, o aumento da inflação fica em 5,47%, enquanto para aquelas com maior poder aquisitivo corresponde a 4,27%.
No acumulado dos cinco primeiros meses de 2008, a inflação geral foi de 2,62%. Nos estratos de renda verificou-se: 3,02% para o estrato 1; 2,60% para o estrato 2; e 2,53% para o estrato 3.