Com alta do petróleo, inflação não se limita às commodities

Presidente da Abras dá duas razões para que a deterioração da inflação não fique restrita apenas aos alimentos

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SÃO PAULO – No mundo inteiro, fala-se da inflação do petróleo, cujo preço do barril chegou a ultrapassar os US$ 140. O assunto será um dos temas principais da reunião dos líderes do G8 (grupo dos sete países mais desenvolvidos do mundo e a Rússia), na Ilha de Hokkaido, no Japão, que acontece entre esta segunda (7) e quarta-feira.

Com a inflação da commodity, pessoas de todos os países esperam pagar mais caro pelo transporte. O que poucos esperam, no entanto, é ter de pagar mais caro por todos os produtos, no geral. A situação é de deterioração da inflação, que já atinge os alimentos.

O aumento dos preços de todos os produtos foi dado como certo pelo presidente da Abras (Associação Brasileira de Supermercados), Sussumu Honda.

Motivos

Ele dá duas razões para que a deterioração da inflação não fique restrita apenas às commodities. A primeira é o fato de que o preço do petróleo influencia nos custos da indústria, que requer muita energia para manter a produtividade. “A composição de todos os produtos deve encarecer”, afirmou à InfoMoney.

A segunda é a pressão que a alta do petróleo exerce sobre os custos do transporte. Ou seja, empresários no geral, da indústria, do comércio e até mesmo os de serviços, terão de gastar mais com logística.

Em ambas as situações, devemos lembrar que, dificilmente, empresários arcam com o aumento dos custos. O mais comum é repassá-lo ao consumidor final. “A base de custo está sendo alterada, mas a conta tem que fechar. A boa notícia [ou seria a má?] é que grande parte do repasse ao consumidor já foi feita”, explica Honda.