Reajuste de telefonia fixa deste ano foi maior do que o de 2007

Índice que é usado para reajustar tarifa de telefonia fixa cresceu este ano, mas ainda é o mais vantajoso, revela Teleco

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SÃO PAULO – Desde 2006, a conta de telefone do brasileiro é reajustada anualmente com base no IST (Índice de Serviços de Telecomunicações). Este ano, porém, o medidor cresceu em relação a 2007, o que fez com que os reajustes das concessionárias locais fossem maiores este ano.

O IST de 2007 ficou em 2,89%, ante um índice de 4,46% este ano, que é tido como o teto para o reajuste da telefonia fixa. A este índice aplica-se o redutor X, que representa os ganhos de produtividade das concessionárias. No ano passado, esse fator chegou a 1,04%, enquanto este ano ele foi de 2,92%.

O resultado desta conta foi um reajuste de até 3,01% na conta de telefone do brasileiro este ano, dependendo da concessionária, ante um aumento de até 2,20% no ano passado.

IST ainda é o mais vantajoso

Apesar de o índice ter crescido em um ano, o IST ainda é mais vantajoso ao bolso do consumidor, na comparação com outros indicadores, como o IGP-DI (Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna) e o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo).

Para se ter uma idéia, o IGP-DI chegou a medir inflação de 12,14% no acumulado de junho de 2007 a maio de 2008, de acordo com a tabela abaixo:

Índice jun06/mai07 jun07/mai08
IST 2,89% 4,46%
IGP-DI 4,39% 12,14%
IPCA 3,18% 5,58%

Fonte: Teleco

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Reajuste em 2008

Desde o dia 24 de julho, começaram a ser praticadas as novas tarifas de telefonia fixa. Para os serviços locais, o reajuste foi linear tanto para as ligações de fixo para fixo, como de fixo para móvel e também na assinatura. Os percentuais de reajuste variam de acordo com cada concessionária.

No caso das ligações de longa distância nacionais (DDD), o reajuste médio foi o mesmo, mas as concessionárias podem aplicar o excursor*, podendo resultar em reajustes de até 9,6822% em alguns itens, desde que não ultrapasse o índice estabelecido pela Anatel.

O valor do crédito para utilização de telefones de uso público, os “orelhões”, sofreu reajuste de 2,53% e passa a ser de R$ 0,1215, com impostos, preço único em todo o território nacional.

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(*)Por meio do excursor, as empresas aplicam reajustes diferenciados em suas ligações, de acordo com as distâncias e os horários das chamadas, mantendo, porém, a redução média na cesta de seus serviços estabelecida pela Anatel.