Imóveis populares devem ter preço baixo e custo com manutenção reduzido

Pesquisadora ressalta que a sustentabilidade dos imóveis para baixa renda é importante, mas deve ser economicamente viável

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SÃO PAULO – Para imóveis destinados ao público de baixa renda, não basta que o preço seja acessível, mas também os custos com a manutenção devem ser baixos. É necessário que a habitação se adapte às realidades sociais, ambientais e econômicas, com produtos menos poluentes, que permitam o consumo reduzido de energia e que apresentem sistemas e materiais mais duráveis e sustentáveis.

Essas necessidades são ressaltadas na pesquisa “Sustentabilidade e Real Estate no mercado de baixa renda”, de Cristina Kanya Caselli. A pesquisadora afirma que “construir para baixa renda não é ter só um baixo custo de obra, mas também oferecer menores gastos com a manutenção.

Redução de custos

“Pesquisas demonstraram que, nos 25 primeiros anos de uso de uma construção, 5% se referem aos custos totais vinculados à construção, 5% aos impostos e outros 90% atrelados ao uso (água, energia e manutenção)”, afirma Cristina.

Considerando esses dados, sistemas como de reuso de água e de aproveitamento da energia solar para aquecimento, utilização da luz natural e cuidados com o conforto térmico, além da redução dos custos com eletricidade, revelam-se boas oportunidades de investimento, segundo a pesquisa.

Sustentabilidade viável

Entretanto, Cristina destaca que a sustentabilidade na construção civil deve ser economicamente viável, pois, do contrário, deixa de ser sustentável. A produção de moradias que não agridem o meio ambiente também não pode agredir o bolso de investidores e consumidores, para que se torne uma prática difundida pela iniciativa privada.

A pesquisa será apresentada na próxima quarta-feira (3), durante o VII Seminário Internacional da Sociedade Latino-americana de Real Estate, evento que ocorre de 3 a 5 de setembro na Escola Politécnica da USP (Universidade de São Paulo).

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Durante o evento, outros 39 estudos sobre o setor imobiliário serão apresentados. Os temas vão da sustentabilidade dos empreendimentos ao mercado de ações, passando por aspectos que envolvem os empreendimentos de base imobiliária e o desenvolvimento habitacional e a gestão de edifícios.