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SÃO PAULO – Os moradores da cidade de São Paulo pagaram menos para se alimentar no oitavo mês do ano. No entanto, para comer fora de casa, eles desembolsaram mais.
A explicação para o fato está nos sucessivos aumentos de preços dos alimentos ocorridos nos últimos meses. “Restaurantes e lanchonetes tiveram aumento de custos porque subiu o preço da alimentação básica”, explicou a coordenadora do ICV (Índice de Custo de Vida) do Dieese, Cornélia Nogueira Porto, que ainda completou dizendo que estes custos são repassados ao consumidor.
De acordo com o ICV, em agosto, o grupo Alimentação – que engloba alimentos in natura, industrializados e as refeições fora de casa – caiu 0,29%. Por outro lado, o subgrupo refeição fora de casa apresentou uma alta de 0,56%.
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Refeição fora de casa
Conforme explicou a coordenadora, a queda no grupo de alimentos registrada em agosto pode refletir na refeição fora de casa mais futuramente. “Mesmo agora que houve a queda, vai demorar para haver um repasse ao consumidor”, afirmou Cornélia.
Ela explicou que a queda de 0,29% no grupo Alimentação no mês de agosto é muito pequena, frente à alta que já foi registrada no decorrer do ano: os alimentos encareceram 9,02% de janeiro a agosto. “Isso tudo pressiona muito a alimentação fora de casa”.
No acumulado do ano, a alimentação fora de casa já encareceu 8,96%. “Não é porque o brasileiro está comendo mais fora de casa, porque faz tempo que ele está fazendo isso. Foi por causa do aumento dos insumos mesmo: da energia, mão-de-obra, tudo isso colaborou”, explicou Cornélia.
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Alimentação ainda é cara
Sobre a queda dos preços do grupo alimentação em agosto, a coordenadora disse que dá para afirmar que os preços pararam de subir, mas eles ainda estão altos. A perspectiva da coordenadora é de que eles caiam mais um pouco, mas não o suficiente para atingirem o mesmo patamar do ano passado. “Houve uma sossegada nas altas e espero que os preços parem de subir”.
Veja, na tabela abaixo, a variação de preços do grupo Alimentação e de seus subgrupos no acumulado de janeiro a agosto (ano) e de setembro do ano passado a agosto deste ano (últimos 12 meses):
| Item | Ano | 12 meses |
| Alimentação | 9,02% | 15,07% |
| In natura e semi-elaborados | 10,02% | 22,70% |
| Indústria de alimentos | 7,86% | 7,99% |
| Fora do domicílio | 8,96% | 12,84% |
Fonte: Dieese