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SÃO PAULO – De acordo com pesquisa realizada pela TNS InterScience, apenas 26% dos consumidores brasileiros acreditam que o seu poder aquisitivo irá aumentar no próximo ano.
A diretora de Planejamento da entidade, Ivani Rossi, revela que a mesma questão foi investigada em outro estudo, feito em agosto de 2008, pouco antes do agravamento da crise.
“Naquele momento, a população se mostrava muito mais confiante do que agora. Na ocasião, mais da metade dos respondentes (55%) acreditava que seu poder de compra aumentaria em 2009″, lembra a diretora.
Aumento do pessimismo…
Além disso, antes do agravamento da crise, a quantidade de pessoas que acreditavam que seu poder aquisitivo iria diminuir em 2009 era de 15%. Entretanto, na última pesquisa, o percentual subiu para 31%.
Já em relação àqueles que acreditam que o poder de compra permanecerá o mesmo no próximo ano, o levantamento revela o seguinte: antes da crise, o percentual era de 30% e, após o agravamento, ele pulou para 43%.
Ivani destaca que “o consumidor brasileiro mostra-se bastante pessimista ou não tem clareza do que poderá acontecer em 2009”. Ela explica que, no âmbito pessoal, 46% dos entrevistados acreditam que seus planos serão afetados no ano que vem e 27% não têm percepção clara do que poderá ocorrer.
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…Mas queda nas dívidas
O estudo atual ainda mostrou qual a posição dos brasileiros quanto às perspectivas sobre o próprio endividamento para 2009.
De acordo com os resultados, 51% esperam estar menos endividados do que em 2008, 37% consideram que permanecerão no mesmo patamar e 12% acreditam que acumularão mais dívidas.
2008
Se, para 2009, a expectativa parece ser bem pessimista quanto ao rendimento, 2008 foi um bom ano para os brasileiros.
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A pesquisa demonstrou que 42% disseram que seu poder de compra foi maior ou bem maior neste ano que em 2007. Outros 35% disseram que foi igual e 23%, menor.
Quanto às dívidas adquiridas, em 2008, 28% disseram estar mais endividados, enquanto 35% afirmaram que mantiveram o mesmo nível e 37% contraíram menos dívidas.
De qualquer forma, na percepção de Ivani, o saldo do endividamento este ano foi positivo, posto que uma parcela expressiva de pessoas se sentiu menos endividada neste ano do que no período anterior.
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Comemorações de fim de ano
Com a chegada do fim de ano, os gastos tendem a aumentar por conta das comemorações do Natal e Ano Novo. Mas, segundo o levantamento da TNS InterScience, 40% das pessoas pretendem reduzir os gastos do final de ano.
Enquanto isso, 32% dos entrevistados afirmaram que suas compras e gastos de Natal e fim de ano não serão afetados pelas notícias da crise financeira no mundo e 28% afirmaram que pretendem esperar até o começo de dezembro para decidir se os gastos com as comemorações de fim de ano vão aumentar ou diminuir.
O estudo foi realizado no início de novembro, com 1.250 pessoas com mais de 18 anos, pertencentes às classes A, B, C e D, e residentes em cinco capitais de estados brasileiros: Belo Horizonte, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro e São Paulo.