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SÃO PAULO – Os combustíveis estão pesando mais para o bolso dos brasileiros. No mês de novembro, a inflação medida pelo IPCA-15 (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) apontou aumento de preços de 0,38% neste grupo, puxado, principalmente, pelo GNV (gás natural veicular), que encareceu 1,08%, na comparação com outubro.
No mesmo período, o índice do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) apontou aumento de 0,75% no preço do álcool no Brasil, enquanto a gasolina teve inflação de 0,33% e o óleo diesel, de 0,38%.
Entre os produtos não alimentícios, os combustíveis foram apontados como um dos principais vilões para o aumento do IPCA-15 em novembro, acompanhados pelas tarifas de energia elétrica e o condomínio.
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Por capital
Quem sofreu mais com a inflação dos combustíveis na comparação mensal foram os residentes no Distrito Federal, onde o aumento médio de preços ficou em 12,01%. No caso do álcool, a inflação chegou a 16,31% e da gasolina, a 12,20%.
Belo Horizonte também foi destaque em aumento de preços dos combustíveis em novembro, mas muito longe do que foi registrado no Distrito Federal. A inflação foi de 0,42%, com alta expressiva do álcool (1,63%) e do GNV (3,85%).
Em contraposição, quem segurou o aumento da inflação dos combustíveis foi Salvador, com queda de 4,09% nos preços, resultado de uma deflação de 4,04% da gasolina e de 6,14% do álcool.
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Acumulado do ano
Quando analisado o acumulado do ano até novembro, é possível observar um aumento de 1,21% nos preços, com destaque novamente para o GNV (+20,29%). Na tabela abaixo é possível analisar o comportamento de preços de cada capital:
| Variação dos combustíveis (jan-nov) | ||||
| Capital | Geral | Gasolina | Álcool | GNV |
| Rio de Janeiro | 2,43% | 0,47% | 7,24% | 23,90% |
| Porto Alegre | 0,90% | 0,95% | -0,24% | – |
| Belo Horizonte | 0,08% | -1,62% | 3,94% | 11,96% |
| Recife | 1,42% | 0,23% | 11,19% | – |
| São Paulo | 1,47% | 0,35% | 3,97% | 28,05% |
| Brasília | 1,38% | 0,44% | 9,62% | – |
| Belém | 9,47% | 9,55% | 8,58% | – |
| Fortaleza | 6,58% | 5,54% | 12,47% | 13,21% |
| Salvador | -1,45% | -1,56% | 3,88% | – |
| Curitiba | -1,46% | -1,67% | -0,63% | – |
| Goiânia | 1,80% | 1,64% | 1,0% | – |
| Nacional | 1,21% | 0,27% | 4,25% | 20,29% |
Fonte: IBGE