Remédios: para evitar gastos, venda fracionada é defendida na Câmara

Representantes do Ministério da Saúde e Anvisa defendem prática que diminuiria gasto com remédio pela população de baixa renda

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SÃO PAULO – O diretor de Assistência Farmacêutica do Ministério da Saúde, Dirceu Barbano, disse que é possível acabar com o fato de o consumidor gastar mais com a compra desnecessária de remédios se o substitutivo ao PL 7029/06, que prevê obrigatoriedade da fabricação de medicamentos em embalagens fracionadas, for aprovado.

Em audiência pública promovida pela Comissão de Desenvolvimento Econômico, nesta quarta-feira (20), ele exemplificou que um paciente que toma 28 comprimidos, mas cujas caixas só vêm com 20 deles, precisa, então, gastar mais com outra caixa e ficará com 12 drágeas não utilizadas. Com o substitutivo, este desperdício e gasto desnecessário podem ser evitados.

Medicamentos na conta

Já o diretor-presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Dirceu Raposo de Melo, disse que a venda fracionada diminuiria o risco de intoxicação, já que não sobrariam remédios, e ainda diminuiria os gastos com medicamentos pela população de baixa renda.

Ele citou pesquisa encomendada pela agência e realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) que mostra que as pessoas que ganham até R$ 400 gastam, em média, 25% do salário, o equivalente a R$ 100, com remédios.

Conforme veiculou a Agência Câmara, para defender a aprovação do substitutivo, ele ainda apontou pesquisa realizada pela Ouvidoria do Ministério da Saúde que comprova que 86% dos entrevistados são favoráveis à venda fracionada.

Custos ao consumidor

Ainda para o diretor-presidente da Anvisa, o importante é que o fracionamento “não represente repasse de custo de adequação ao consumidor”, o que não faria sentido, já que é preciso diminuir os gastos de remédio do orçamento da população de baixa renda.