Postos, supermercados e restaurantes parcelam compras. Cuidado!

Conforme o Procon, à primeira vista, o negócio parece vantajoso. Contudo, possibilidade de inadimplência é alta

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SÃO PAULO – Primeiro, foram os supermercados. Agora, outros comércios que vendem bens de consumo não-duráveis também aderiram ao método do parcelamento: restaurantes, clínicas de estética, postos de combustível. À primeira vista, o negócio parece vantajoso, para o consumidor que tem pouco dinheiro no bolso.

Contudo, de acordo com Diógenes Donizete, assistente técnico da Fundação Procon de São Paulo, esse benefício pode, em longo prazo, virar uma armadilha. “Diante dessa situação, é muito mais fácil haver impossibilidade de pagar as dívidas“, disse.

Depois que usa

Como exemplo, Donizete citou a seguinte situação: a pessoa abastece seu carro em um posto e paga com um cheque pré-datado para daqui a três meses. Porém, menos de um mês depois terá de, novamente, encher o tanque do veículo. O que acontece? Acúmulo de contas.

“Essa situação fica muito complicada porque consome-se o produto antes de pagá-lo. E acaba-se esquecendo que, uma hora ou outra, o cheque dado há algum tempo vai cair”, adicionou.

De acordo com o especialista, acreditando que o financiamento é uma facilidade, a pessoa recebe, momentaneamente, condições de comprar alguns produtos. “O problema é que essa facilitação demasiada pode trazer o endividamento”, alertou.

Em situações como essa, acaba se tornando necessário o uso do cheque especial, no banco, ou do rotativo, no cartão de crédito.

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Evite

Quando o assunto é compra de bens duráveis, como geladeira, carro e eletroeletrônicos, o parcelamento, conforme o especialista, deve ser evitado sempre que possível. Se for para comprar comida ou outros produtos que acabarão mais rápido do que a dívida, a possibilidade não deve, ao menos, ser pensada.

Para não haver problemas, Donizete dá as seguintes dicas: