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SÃO PAULO – A queda de 0,8 ponto percentual no spread* à pessoa física entre junho e julho configura um sintoma da confiança do sistema bancário na continuidade do atual ciclo de crédito. A eclosão da crise do crédito de alto risco nos Estados Unidos, o subprime, por sua vez, pode afetar negativamente essa postura dos bancos brasileiros. A afirmação foi divulgada nesta sexta-feira (31) por analistas do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi).
Conforme a entidade, o ciclo da oferta de crédito se constitui em um dos sustentáculos do maior crescimento econômico brasileiro. Por outro lado, não se pode perder de vista que, como o comportamento dos bancos é pró-cíclico, se a crise internacional perdurar, a redução do spread pode ser interrompida prematuramente.
Juros e modalidades
Essa diferença de captação é um dos componentes importantes da formação do juro bancário. Analistas do Iedi explicaram que a taxa de juros média sobre as operações de crédito com recursos livres em julho, frente a junho, teve redução de 0,8 ponto percentual, resultante da queda de 0,7 ponto percentual do spread médio, que se situou no patamar de 25,1 pontos percentuais.
InfoMorning
Informações, análises e recomendações que valem dinheiro
Houve redução da diferença de captação em todas as modalidades de crédito à pessoa física:
- Cheque especial (-0,4 p.p.);
- Crédito pessoal (-0,5 p.p.);
- Aquisição de bens – veículos (-0,8 p.p.);
- Aquisição de bens – outros (-0,6 p.p.).
*(diferença entre a taxa que o banco cobra ao emprestar os recursos ao cliente e a taxa que ele paga ao adquirir o dinheiro)