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SÃO PAULO – Por conta das inovações nos planos de financiamento, com prazos cada vez mais longos e taxas de juros prefixadas e em queda, muitos brasileiros estão conseguindo realizar o sonho de comprar o carro zero.
No entanto, para não pagar caro demais pelo veículo, o vice-presidente da Associação Nacional das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento (Acrefi), José Arthur Assunção, alerta que é preciso verificar suas necessidades e disponibilidades para escolher a melhor alternativa.
Dicas
Para quem possui algum dinheiro disponível, a dica é financiar o veículo dando uma entrada maior, de 50% por exemplo, e optando por um prazo menor, o que permite que você consiga uma taxa de juros mais baixa, até mesmo zerada.
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De acordo com Assunção, os consumidores que optarem pelos financiamentos mais longos, de até 72 meses, com entrada reduzida ou até zero, poderão pagar até o dobro pelo carro. No entanto, o valor das prestações fica menor, o que é interessante para muita gente.
Cuidados
Nos financiamentos, é importante lembrar que é preciso ficar atento às taxas cobradas pelos bancos, tanto na abertura do crédito (TAC), como para a quitação antecipada. Isso porque elas podem representar importante impacto nos juros efetivamente cobrados na operação.
Segundo o Banco Central do Brasil, as tarifas de abertura de crédito variam de zero a R$ 2 mil. No caso da quitação antecipada de crédito, a chamada rescisão contratual, a tarifa pode chegar a ser maior do que o valor emprestado.
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Em um financiamento com 12 prestações de R$ 889,00, com juros mensais de 1,2%, por exemplo, se a tarifa cobrada para quitação adiantada superar R$ 700, será melhor continuar pagando as prestações.
Consórcios
Para quem não tem muita pressa para pegar o carro, o ideal é optar pelos consórcios, que podem ser menos onerosos. No entanto, é preciso contar com a hipótese de ser o último a ser sorteado.