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SÃO PAULO – Emprestar dinheiro cobrando juros é sinônimo de metade de todo o lucro dos bancos. Pesquisa divulgada na última terça-feira (11) pela Federação Brasileira dos Bancos (Febraban) mostrou que, de 2002 para 2006, passou de 44% para 50% a proporção desse serviço nos ganhos gerais das instituições. Em relação à cobrança de tarifas bancárias, o avanço foi de 12,4% para 18,85%, no mesmo intervalo de tempo.
“Esses números são absolutamente saudáveis e indicam um forte crescimento da economia brasileira”, opinou o diretor de Relações Institucionais da Febraban, Mário Sérgio Vasconcelos.
Inserção e consumo
Para o economista-chefe da entidade, Nicola Tingas, esses avanços demonstram inserções de consumidores – principalmente das classes C, D e E – no sistema financeiro. “O aumento tem a ver com o giro da economia”, afirmou.
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Tingas detalhou ainda que altos ganhos com a liberação de crédito são fenômenos mais comuns em países em desenvolvimento, exatamente por conta do crescimento mais acentuado da economia, motivado pelo consumo.
Em países desenvolvidos, que não possuem capacidade da expansão de compras muito forte, as instituições financeiras lucram mais com o setor de serviços, composto em sua maior parte por tarifas bancárias.
Ganhos
Pesquisa realizada pela agência de classificação de risco Austin Rating mostrou que entre janeiro e junho deste ano foram acumulados R$ 53 bilhões em receitas pela concessão de crédito, enquanto que a cobrança por prestação de serviços somou R$ 22 bilhões. No acumulado do ano passado, esses totais foram de R$ 140 bilhões e R$ 52,6 bilhões, respectivamente.
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Para a Febraban, esses e outros números indicam que os bancos trabalham cada vez mais orientados ao financiamento do consumo, investimento e prestação de serviços.