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SÃO PAULO – O aumento do poder de compra dos brasileiros pertencentes à Classe C rendeu modificações nos critérios de pesquisas. De acordo com a Associação Brasileira de Empresas de Pesquisas (Abep), essa faixa de renda será subdividida em duas, C1 e C2 – como já ocorre com a A e com a B -, a partir do ano que vem.
Conforme o coordenador do comitê responsável pela mudança no chamado “Critério Brasil”, Ney Luiz Silva, nos últimos anos, representantes da Classe D migraram para a C, motivados pelo aumento da renda e pela facilidade de tomar crédito. Foi gerado, então um aglomerado mais misto de consumidores nessa faixa, o que exigiu a nova subdivisão.
Critérios
Para definir o grupo social, é necessária a avaliação de bens que a pessoa possui. De acordo com a Abep, para ser incluído na Classe C, o consumidor precisa ter de 11 a 16 pontos, obtidos com base na posse de bens duráves, como geladeira e outros eletrodomésticos. A partir de janeiro de 2008, se ele tiver de 14 a 17 pontos, será classificado como C2, e, se alcançar entre 18 e 22 pontos, será enquadrado na C1.
Silva explicou que, com mais facilidade em comprar e possuindo mais dinheiro, consumidores “C” puderam adquirir bens mais caros. Contudo, ele lembrou também que a migração de uma classe para a outra não significa necessariamente que essas pessoas ficaram mais ricas.
Evolução
De acordo com a Abep, a Classe C correspondia a 36% da população nas regiões metropolitanas do País em 2000 – proporção que subiu para 39% em 2005. No mesmo intervalo de tempo, pertencentes à D caíram de 31% para 29%.
Pelo novo critério, a classe C passa a representar 43% da população (distribuída entre C1, com 21%, e C2, com 22%).
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