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SÃOPAULO – Quase dois meses após a finalização da implantação da nova cobrança da telefonia fixa – que terminou em 29 de julho -, a Fundação Procon-SP divulgou, nesta terça-feira (25), que 739 consumidores consultaram a instituição para tirar dúvidas ou registrar reclamações referentes a conversão de pulso para minutos.
De 30 de junho a 10 de setembro, o Procon detectou diversos problemas relativos ao processo de conversão. Entre eles, destacam-se a incompreensão dos dados contidos na conta e a não identificação do plano, o fato de a conversão ter sido feita sem aviso prévio, além de solicitações de adesão ao plano Pasoo e de detalhamento da conta, que não foram atendidas.
Problemas
A partir dos relatos e documentos apresentados pelos consumidores, o Procon divulgou que grande parte das reclamações diz respeito a faturas que não informam qual é o plano em que o consumidor está inserido ou que não mostram o total de minutos da franquia e o período ao qual a medição se refere.
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Além disso, grande parte das reclamações acontece com usuários de planos alternativos, como o Linha da Economia, Economia da Família e Internet Ilimitada. Esses consumidores não foram previamente comunicados da conversão e sofreram migração automática para o Pasoo.
Muitos clientes reclamaram ainda das dificuldades para solicitar modificações nos planos e muitos que conseguem pedir a alteração reclamam de não terem sido atendidos.
Por fim, os clientes estão tendo dificuldades em solicitar o detalhamento da conta, já que o call center da empresa afirma que só é possível pedir o detalhamento de contas que já foram pagas. Apesar das reclamações, o Procon afirma que é muito baixo o número de consumidores (2%) que solicitaram detalhamento, que, assim como o comparativo entre os planos, é uma importante ferramenta pra identificar qual é o plano que se adequa melhor ao seu perfil.
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Confusão
O Procon registrou ainda 1.772 registros referentes aos Planos Alternativos de Oferta Livre, comercializados pela operadora e constatou que diversos consumidores contrataram esses planos acreditando que se tratava de um dos planos de oferta obrigatória. Grande parte das reclamações é relativa ao aumento no valor da fatura, indicando a venda de planos inadequados ao perfil do cliente, e cobrança de taxas de adesão não informadas no momento da contratação.
Para os consumidores que contrataram o plano errado, o Procon esclarece que é possível migrar para um dos Planos de Oferta Obrigatória (Básico ou Pasoo), sem qualquer gasto extra. Para isso, basta fazer o pedido para a operadora e anotar o número do protocolo.
O instituto alerta ainda que, quando houver oferta de outros serviços da operadora, o consumidor deve estudá-la com cautela. Para o órgão, a diversidade de opções é um fator positivo. No entanto, qualquer prática ou informação que induza o consumidor ao erro é considerada abusiva.