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SÃO PAULO – Nos últimos meses, o tema tarifas bancárias tornou-se pauta para discussão de governantes, associações e consumidores. Depois da empresa de análise de risco Austin Rating divulgar pesquisa mostrando que a receita dos bancos com tarifas bancárias cresceu quase oito vezes desde o Plano Real, os debates se intensificaram.
Foram, então, realizadas audiências públicas no Congresso Nacional para discussão do tema. Após tantas manifestações e ameaça de intervenção do Ministério Público – que instaurou inquérito civil público para investigar as cobranças – o governo federal teve de agir e prometeu algumas medidas a respeito da regulação desses serviços.
Sem tabelamento
A idéia, informou o ministro da Fazenda, Guido Mantega, não é tabelar as cobranças, mas, sim, criar nomenclaturas-padrão para que os correntistas saibam efetivamente pelo que estão pagando – e quais são os bancos que oferecem melhores condições para seu perfil de utilização da conta-corrente.
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Até o momento, não há nada definido. A Febraban (Federação Brasileira dos Bancos) ainda discute o tema com o governo, representando o setor financeiro.
Opinião do internauta
Mesmo diante dessa “atitude” tomada pelo governo, pesquisa feita pela InfoMoney para avaliar a atuação do governo no controle das tarifas bancárias revela que, em uma escala de zero a dez, a média ponderada das respostas foi extremamente baixa, de 1,27.
Além disso, somando os votos para as notas de zero a três, que refletem esta percepção ruim por parte das pessoas, chega-se a 85%, o que representa a maioria dos entrevistados.
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| Como você avalia a atuação do governo no controle das tarifas bancárias? | Votos | Percentual |
| 0 | 1.455 | 69,06% |
| 1 | 101 | 4,79% |
| 2 | 146 | 6,93% |
| 3 | 89 | 4,22% |
| 4 | 83 | 3,94% |
| 5 | 75 | 3,56% |
| 6 | 41 | 1,95% |
| 7 | 22 | 1,04% |
| 8 | 13 | 0,62% |
| 9 | 13 | 0,62% |
| 10 | 69 | 3,27% |
| Total | 2.107 | 100% |