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SÃO PAULO – Para presentear os outros, eletroeletrônicos. Para agradar a si mesmo, carro. A expectativa da Fecomercio-SP (Federação do Comércio do estado de São Paulo) é de que as vendas de ambos os artigos, em volume, cresçam de 20% a 30% neste Natal, tomando como base o mesmo mês de 2006. No primeiro caso, a valorização do real frente ao dólar facilita a exportação e barateia o produto final. No segundo, crédito facilitado já permite a compra do auto em até 99 vezes.
“Ano passado o destaque foi para a venda de celulares, mas com mais de cem milhões de aparelhos não há muito mais espaço para as vendas. Nos últimos dois ou três anos, DVDs, iPods e similares foram muito procurados, o que deve continuar neste ano, mas em menores proporções”, explicou Fabio Pina, assessor econômico da Fecomercio-SP.
Décimo terceiro
“O décimo terceiro será utilizado para três fins: pagamento de dívida, compra de presentes e poupança. A proporção do dinheiro que será revertida para cada ponto dependerá do perfil e da necessidade de cada comprador”, resumiu Pina.
O pagamento do abono é feito em duas vezes: a primeira parcela até 30 de novembro e a segunda até 20 de dezembro. A expectativa do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) é que, até o final deste ano, sejam liberados quase R$ 64 bilhões com o 13º, sendo que o valor médio de cada bonificação deve ser de R$ 919.
Mais parcelamento, gasto maior
De acordo com o vice-presidente da Telecheque, José Antônio Praxedes Neto, as compras feitas com cheque não devem remeter a grandes gastos. “Acredito que no final deste ano ficaremos mais em brindes. E esse ano não tem o estímulo da Copa do Mundo de Futebol para a compra de televisores de plasma”, justificou.
Os pagamentos devem ser feitos de quatro a seis parcelas. As folhas, que tinham valor médio em dezembro passado por volta de R$ 140, devem vir com cifras maiores neste ano. Apesar de preferir não apontar de quanto seria esse aumento, Praxedes atribui o fenômeno ao avanço, também ainda não mensurado, do parcelamento, que, no último mês de 2006, correspondeu a 70% das compras com folhas.
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