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SÃO PAULO – A qualidade do crédito ao consumidor teve uma ligeira melhoria na passagem mensal para julho, com tendência de estabilização, apontou pesquisa do Serasa. Em relatório de análise sobre grandes bancos brasileiros, a equipe do HSBC identificou um pico de inadimplência do consumidor no horizonte e a inclinação negativa do indicador de crédito corporativo.
“Os últimos dados indicam que a qualidade do crédito ao consumidor teve uma ligeira melhora na passagem mensal e mostram uma tendência de estabilização. No caso da qualidade do crédito corporativo, houve uma deterioração adicional, mas com uma tendência ligeiramente estável e um índice abaixo dos picos históricos”, afirmam os analistas Victor Galliano e Mariel Santiago. A dupla leva em conta os indicadores de inadimplência futura (Indicador de Perspectiva de Inadimplência – IPI) do Serasa referentes a julho para o crédito ao consumidor e corporativo.
Índice de inadimplência dos grandes bancos
O HSBC ainda destaca uma relação inversa entre os indicadores de perspectiva de inadimplência futura do Serasa e o índice de inadimplência dos grandes bancos (Índice dos Bancos MSCI Brasil). Os analistas destacam que o fato dos indicadores do Serasa possivelmente apresentando pico é encorajador para o índice dos bancos, apesar da volatilidade dos mercados ainda ser um obstáculo.
| Avaliação HSBC | ||||
|---|---|---|---|---|
| Empresa | Ticker | Classificação | Preço-alvo* | Upside*** |
| Bradesco | BBDC4 | Overweight** | R$ 35,00 | +20,48% |
| Itaú Unibanco | ITUB4 | Overweight | R$ 44,00 | +51,46% |
| Santander Brasil | SANB11 | Overweight | R$ 19,50 | +29,82% |
| Banco do Brasil | BBAS3 | Overweight | R$ 36,00 | +37,61% |
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* preço-alvo para os próximos 12 meses |
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“Vemos esses números como um sinal positivo para a perspectiva para a qualidade do crédito ao consumidor, fundamentando nossa opinião de um ciclo mais moderado da qualidade de crédito”, avalia o banco.
Qualidade do crédito deve piorar no 2S11
Os analistas do HSBC reconhecem que a qualidade do crédito deve continuar a piorar no segundo semestre de 2011, porém não acreditam em uma deterioração significativa. “Temos certeza pelo alto nível de cobertura de créditos inadimplentes entre os grandes bancos sob nossa cobertura”, afirmou a dupla.