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SÃO PAULO – Seja em busca de maior segurança, ou de preços de aquisição mais acessíveis, é grande o número de pessoas que preferem morar em apartamentos. Mas os gastos com o condomínio surgem como principal motivo para tornar a opção um tanto pesada no bolso.
É claro que existe uma série de gastos essenciais incluídos no valor da cota mensal, como o pagamento de funcionários que zelam pela sua segurança e conservação da infra-estrutura dos edifícios. Entretanto, os desperdícios podem encarecer os custos no final do mês, e aí fica difícil apontar um real culpado.
De acordo com a Lello Administradora de Condomínios, em informações concedidas ao Diário do Comércio, da Associação Comercial de São Paulo, algo em torno de 25% dos 30 mil condomínios residenciais da cidade sofrem com os desperdícios notados na folha de salários e contas de água e luz.
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Informações, análises e recomendações que valem dinheiro
Segundo José Maria Bamonde, gerente da Divisão Administrativa da Lello, apenas 20% das receitas condominiais são destinadas à compra de produtos, manutenção e outras despesas. A parcela maior das receitas é para o custeio de empregados, água e luz.
Consumo consciente
Não há uma fórmula certa para atingir a economia desejada, a não ser uma campanha efetiva de conscientização entre todos os moradores, com racionamento do uso individual e comum de água e luz.
Outros mecanismos de economia são a instalação de sensores de presença e iluminação externa apenas onde for realmente necessário; vasos sanitários com volume fixo de água, revisão periódica de descargas de todas as unidades e de possíveis vazamentos, além dos dispositivos que diminuem o consumo da água (arejadores ou redutores de vazão).
Melhor contratar do que pagar hora extra
Sobre a folha de salários, que consome 50% das receitas, uma das soluções sugeridas é a contratação de funcionários para cobrir folgas e demanda de trabalho extraordinário, evitando as onerosas horas extras.
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Acontece que as horas extras chegam a custar 50% a mais para as empresas, em relação ao custo da hora normal, valor ainda maior quando se trata dos trabalhos aos domingos e feriados. As administradoras afirmam haver uma tendência de terceirização de serviços com o intuito de reduzir a folha de pagamentos, afinal, além dos encargos trabalhistas tradicionais, há ainda os reajustes anuais de salário e benefícios legais.
O lado negativo, entretanto, é que os contratos temporários de funcionário terceirizados tendem a criar uma alta rotatividade dentro da equipe, o que pode sugerir uma falta de segurança e até maior propensão a ações trabalhistas movidas pelos trabalhadores. Neste sentido, a contratação de folguistas pode ser a melhor opção.
Atenção ao que é pago nos famosos rateios
Vale lembrar ainda que, além do valor fixo da cota condominial, é comum haver os rateios entre os moradores. São valores extras divididos pelo número de unidades e com prazo de pagamento fixado durante um determinado período.
Aqui estão incluídas, por exemplo, a restauração de uma escada de incêndios ou até mesmo os débitos atrasados dos vizinhos devedores. Portanto, aos moradores cabe a dica de preservar pelas áreas comuns do condomínio e pressionar a administradora em relação à cobrança de dívidas em atraso.