Confiança do consumidor se recupera em setembro, após três meses em declínio

Para os próximos seis meses, as expectativas também são melhores; por outro lado, nível de endividamento cresceu

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SÃO PAULO – Após três meses em queda, a confiança do consumidor mostra sinais de recuperação em setembro, conforme revela a 22ª Sondagem de Expectativas do Consumidor, divulgada pela Fundação Getúlio Vargas nesta sexta-feira (30).

De acordo com o relatório, a melhoria dos indicadores sugere mudanças na percepção do consumidor em meio à turbulência política e resultados favoráveis da economia dos últimos meses.

Situação econômica atual

Ao serem questionados sobre a percepção em relação à situação econômica atual do País, na comparação há seis meses, 50,5% afirmaram estar igual, mesmo patamar de agosto. Entretanto, subiu a parcela dos que acreditam que melhorou: passou de 9% para 12,2%.

Analisando apenas o momento atual, sem qualquer comparação, aumentou também a proporção dos que avaliam a situação como boa (passou de 6,1% para 7,9%), ao passo que também subiu, porém em menor intensidade, a parcela dos que acham ruim (57,1% para 57,5%).

Finanças pessoais

No que se refere às finanças pessoais, 12,3% das pessoas disseram que o momento atual está bom frente aos 12,4% notados em agosto. Entretanto, se comparar o presente com seis meses atrás, o otimismo está mais claro: 16,7% dos consumidores disseram que a situação econômica da família é melhor hoje que há seis meses, contra 15,2% de agosto.

Outro dado levantado pelo estudo da FGV mostra que o nível de endividamento dos consumidores está maior em setembro (31,9%) do que em agosto (28,3%), o maior patamar no ano.

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Como reflexo do aumento do indicador, comparando as receitas e despesas das famílias, caiu de 12,3% para 12% a parcela dos que informaram estar poupando naquele mês. Na mesma direção, houve recuo de 59,4% para 56,2% dos que disseram estar com a renda equilibrada.

Para os próximos seis meses

As expectativas dos consumidores para os próximos seis meses em relação ao momento econômico atual cresceram de 25,6%, em agosto, para 29,8%, em setembro, retomando o patamar de julho (29,6%). No mesmo período, caiu de 24% para 22,7% a percepção de que estará pior.

Sobre a situação econômica futura da família, repete-se a mesma melhoria: o indicador subiu de 46,7% para 52,9%, enquanto caiu de 7% para 5,7% a parcela dos que acreditam que tudo estará ruim daqui seis meses.

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Finalmente, 54,5% dos consumidores entrevistados declararam que gastarão menos com a compra de bens de alto valor no futuro, contra uma parcela de 49,3% de agosto, o que sugere recuo do indicador de endividamento no futuro, caso as previsões se confirmem. Conseqüentemente, menos pessoas (10,7%) arcaram com gastos maiores, em comparação aos números de agosto (12,8%).

Vale lembrar que a 22ª Sondagem de Expectativas do Consumidor consultou 1.451 chefes de domicílio entre os dias 02 e 22 de setembro de 2005.