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SÃO PAULO – Após ter ficado mais barata em todo o País no mês de agosto, a cesta básica do brasileiro encareceu em quatro regiões no mês de setembro, frente a agosto: Florianópolis (1,82%), Curitiba (0,90%), Porto Alegre (0,43%) e Belém (0,12%).
Por outro lado, a tendência de queda foi mantida nas demais 12 capitais acompanhadas pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Sócios Econômicos). Nestas localidades, as quedas nos custos variaram de 1,43% (Aracaju) a 4,46% (Natal).
Vale dizer que no confronto anual, em relação a setembro de 2004, as variações negativas vão de 1,00% (Recife) a 7,35% (Florianópolis). Não houve qualquer ocorrência de alta da cesta básica em 12 meses.
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A Pesquisa Nacional da Cesta Básica foi divulgada nesta segunda-feira (03).
Porto Alegre volta a ter a cesta mais cara
Porto Alegre voltou a liderar o ranking das cestas mais caras do País: R$ 173,60, valor 0,43% maior que julho e 0,66% abaixo daquele apurado em setembro do ano passado. Na segunda colocação fica São Paulo (R$ 172,34), que vinha ocupando a posição há algum tempo. A capital paulista registrou recuo de 1,59% no mês e 3,38% no último ano.
Na outra ponta, a cesta mais barata, mais uma vez, foi encontrada em Salvador (R$ 128,20), sobretudo com o recuo de 4,02% sobre agosto, o segundo maior da pesquisa. Na comparação a setembro do ano anterior, a queda é menos acentuada, de 3,30%.
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Comportamento dos preços
Dez produtos que compõem o grupo de alimentos incluídos na cesta básica analisada pelo Dieese ficaram mais baratos no último mês. O tomate, por exemplo, apresentou queda no preço em 14 regiões, com destaque para Natal (-25%).
O arroz, por sua vez, ficou até 6,58% mais barato na comparação com agosto, e até 42,29% frente a igual mês no ano passado. O produto barateou em 13 localidades.
Seguindo o mesmo caminho, o óleo de soja e o feijão também tiveram seus preços reduzidos, chegando a 6,96% e 16,8%, respectivamente, na comparação mensal. Contudo, quando considerados os últimos 12 meses, enquanto o óleo acumula queda de até 34,8%, o feijão encareceu em 15 regiões, chegando ao máximo de 48,0%.