Consertar aparelho defeituoso pode não ser a melhor opção

Antes de optar pelo conserto pesquise o custo de reposição, muitas vezes vale mais a pena economizar e comprar um novo

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SÃO PAULO – Muitos consumidores se vêem diante da difícil escolha de consertar um aparelho defeituoso, ou simplesmente aproveitar para comprar um novo mais moderno. Apesar da maior procura por parte dos consumidores pelo conserto de bens duráveis e semi-duráveis, nem sempre esta opção vale a pena.

Alguns bens tornaram-se tão caros, que mesmo os menores serviços de conserto acabam implicando em gastos significativos, e quando somados podem superar o valor de um produto novo.

Decisão depende da idade do aparelho

Em outros casos, o valor do conserto não é tão alto, mas a freqüência com que você precisa chamar o técnico acaba fazendo sua vida um inferno, sem falar nos prazos das garantias.

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Alguns produtos parecem programados para quebrar apenas um dia depois de ter vencido a garantia, deixando qualquer um de cabeça quente. A decisão do que fazer certamente depende não só do valor do conserto, mas também da idade do aparelho, quanto mais velho o aparelho menos vale a pena investir nele, e vice-versa.

Antes de mais nada, você deve pesquisar no mercado o custo de reposição do aparelho danificado. Se o custo do conserto for equivalente a 40% ou mais do valor do aparelho e se tratar de um aparelho relativamente velho, o melhor certamente é trocar. Porém, se o seu orçamento não permitir, então conserte, mas comece a criar um fundo de reserva para trocar o aparelho caso novos problemas voltem a aparecer.

Impacto no orçamento deve ser analisado

O ditado de que o barato sai caro, muitas vezes é verdadeiro. É fato que a economia que você faz hoje por não comprar um aparelho novo pode ser usada para reforçar seu orçamento, mas se novos consertos forem necessários você só adiou o problema, e o custo de reposição pode ter aumentando!

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No caso dos eletrodomésticos, por exemplo, os modelos antigos podem não ser tão eficientes no consumo de energia. Isso porque, desde o racionamento de energia em 2002, as fabricantes têm investido na melhoria do consumo dos aparelhos, de forma que a troca também pode servir para reduzir seus gastos com energia elétrica. Isto sem falar na dor de cabeça de ter que constantemente chamar um técnico.

Se você se encontra nesta situação faça o seguinte cálculo: o preço de uma geladeira nova está em cerca de R$ 1.500, sendo que os defeitos mais comuns são de perda na aderência da borracha da porta, no termostato e no motor. Enquanto a troca de borracha é relativamente barata (cerca de R$ 40-70), a troca de motor é bem mais cara, podendo superar R$ 500. Assim comece analisando o custo adicional que teve com energia e consertos nos últimos meses e compare com o custo de uma geladeira nova.

Mas é preciso cautela! Antes de optar pela compra de uma geladeira nova analise qual será o impacto da compra no orçamento da sua família e veja se pode efetuar a compra. Tome cuidado para não cair em promoções enganosas, se o produto for muito mais barato que o seu equivalente pode ser que seja de qualidade inferior e a troca não vale a pena, ou pode não incluir garantia pelo mesmo período de tempo.

Quando consertar não valer a pena

Alguns dos campeões de consertos estão com seus dias contados de forma que investir em conserto pode não valer a pena, este é o caso, por exemplo, dos aparelhos de vídeo-cassete, cujo preço médio de reposição é de cerca R$ 400. As panes em geral envolvem limpeza de cabeçote (normalmente gratuita), ou falhas que impedem que a fita seja rebobinada, com custo de reparo de até R$ 150.

Com o surgimento dos DVDs, estes aparelhos ficaram obsoletos e portanto o conserto em geral não vale a pena, o melhor é economizar e comprar um DVD, que já podem ser encontrados por preços bem mais atrativos do que na época em que foram lançados.

Este raciocínio é válido para quase todos os aparelhos que envolvem tecnologia avançada, como os aparelhos de som, computadores e impressoras. A velocidade com que novas melhorias são introduzidas é tão rápida que a depreciação do valor do bem ocorre em poucos anos, e quase sempre vale a pena trocar, pois os consertos em geral também são caros, já que envolvem mão-de-obra mais especializada.

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Apesar disto é preciso cuidado com as compras financiadas, pois dependendo do prazo de financiamento você pode acabar pagando mais do que o valor do bem só em juros. Apesar dos juros de crediário não estarem entre os mais elevados do mercado, na faixa de 6% ao mês, ainda assim se encontram em um patamar elevado e é preciso muito cuidado para não acabar gastando demais.