Paulistano vai comprar menos, porém gastará mais neste Natal

Sondagem revela que 70% pretendem dar presentes, abaixo de 2003 (73%); valor médio das compras saltou para R$ 51

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SÃO PAULO – Sondagem realizada pela Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomercio SP) sugere que o paulistano está menos propenso a gastar neste Natal. Pela pesquisa, 70% dos 800 consumidores entrevistados na capital paulista disseram que irá presentear neste ano. Em 2003, o percentual havia sido de 73%.

De acordo com a entidade, o recuo pode ser atribuído ao elevado nível de endividamento dos consumidores. Prova disto é que entre os 51% dos consumidores que receberam a primeira parcela do décimo terceiro salário, 52% afirmaram que utilizarão o dinheiro para quitar dívidas. Outros 26% disseram que farão compras e 17% que irão poupar.

No que se refere ao recebimento da segunda parcela da gratificação de Natal, a maioria, 43% dos entrevistados, disse não saber o que fazer com o dinheiro. Para 19% destas pessoas o benefício será gasto com consumo, enquanto 15% irão poupar e 23% se livrarão de dívidas.

Gasto médio por presente subiu para R$ 51

Mas enquanto um número menor de consumidor pretende comprar neste Natal, aumentou de forma significativa o valor médio dos presentes: de R$ 40 em 2003 saltou para R$ 51 neste ano, denotando crescimento real (deflacionado pelo IPCA) de 17%.

Comprar um presente acima de R$ 70 parece muito? Para 31% dos entrevistados este será o valor médio das compras. Em 2003, 22% pretendiam gastar mais do que R$ 60. A elevação se deve, segundo a Fecomercio, à recuperação do emprego e renda em 2004.

Formas de pagamento

A cultura do paulistano em relação ao consumo parece estar mudando. Em relação à forma de pagamento que pretendem utilizar, a maioria (55%) não quer se envolver em dívidas e pretende comprar tudo à vista (cheque, dinheiro ou cartão de débito). No ano passado o percentual era muito menor (39%).

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Em seguida aparece cartão de crédito (21%), parcelamento no cartão (16,5%), cheques pré-datados (5%) e carnês e outros (3%). De acordo com a assessoria econômica da Fecomercio, as compras a prazo são impulsionadas pelas promoções que são realizadas nesta época do ano e pelos parcelamentos em diversas vezes sem juros, que levam o consumidor a levar para casa mais itens que o planejado.

Presentes para a criançada

Quanto a quem receberá os presentes de valor mais caro, 30% dos entrevistados disseram que os felizardos serão os filhos, seguidos dos namorados (26,5%), mães (20%) e parentes e amigos (16%). Por isto é que os brinquedos, segundo a pesquisa, são preferência nas listas de presentes a serem comprados (21%). Em seguida está camisa e camiseta (17,3%) e CD/DVD (8,8%).

Em dúvida sobre o que ganhar

Invertendo a pergunta, ao serem questionados sobre qual presente que gostaria de ganhar neste Natal, a dúvida prevaleceu entre 18,2% dos entrevistados. Entre os que já sabem o que desejam receber, 10% querem calçados, 8,1% eletroeletrônicos, 7,2% perfume e cosméticos (7,2%) e camisa e camiseta (6,8%).