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SÃO PAULO – Todos os índices de inflação divulgados até o momento para o mês de dezembro confirmam as expectativas da maioria dos economistas de que a alta dos preços estaria perdendo fôlego.
Apesar disto, engana-se quem acredita que a inflação de janeiro deva voltar a ficar abaixo de 1%. Isto porque os reajustes anuais nesta época do ano, muitos deles baseados na variação do IGP-M no ano de 2002, ainda devem contribuir para uma certa alta dos preços.
ICV deve manter desaceleração
Nesta terça-feira, o Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos) divulgou o resultado do ICV (Índice de Custo de Vida) referente ao mês de dezembro. Apesar do ICV ter registrado uma variação positiva de 2,39%, a alta dos preços foi menos acentuada do que a registrada no mês de novembro, quando o índice apontou inflação de 3,20%.
Como a variação do ICV em dezembro ficou abaixo daquela registrada nos dois meses antecedentes, a coordenadora do Dieese, Cornélia Nogueira Porto, acredita que já se possa falar em desaceleração da inflação. Esta tendência deve se confirmar em janeiro, diante do forte recuo da cotação do dólar nas últimas semanas.
Inflação de janeiro deve superar a de 2002
Para o mês de janeiro a expectativa é de que a variação do ICV fique entre 1% e 2%, bem abaixo, portanto, da variação registrada nos últimos três meses do ano de 2002.
Apesar disto, a inflação medida pelo ICV em janeiro possivelmente ficará acima daquela registrada no mês de janeiro dos dois últimos anos, que foram de, respectivamente, 1,06% em 2002 e 0,83% em 2001.
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Dentre os fatores que devem contribuir para que a inflação de janeiro supere aquela dos anos anteriores, podemos citar o maior reajuste das mensalidades escolares, que devem subir 13% frente aos 8% do ano passado, assim como o reajuste dos combustíveis, que em janeiro de 2002 sofreram redução de quase 20% . Finalmente o aumento das tarifas de ônibus, que deve entrar em vigor na segunda quinzena do mês, e será de aproximadamente 21%.