Tarifa do metrô deve sofrer reajuste em janeiro

Após o aumento do ônibus de R$ 1,40 para R$ 1,70, tarifa do metrô deve ser reajustada em cerca de 25,9%, passando a custar em torno de R$ 2,00

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SÃO PAULO – Após o reajuste de 21,4% da tarifa de ônibus em São Paulo desde o dia 12 de janeiro, que fez com que o valor da passagem passasse de R$ 1,40 para R$ 1,70, a Companhia Metropolitana de São Paulo já estuda um reajuste na tarifa do metrô, que deverá ser definido até o final do mês.

Reajuste maior do que os ônibus

Segundo o Secretário dos Transportes Metropolitanos, Jurandir Fernandes, o valor dos bilhetes múltiplos de dois e dez ficarão em linha com o valor da tarifa cobrada atualmente pelos ônibus municipais, que é de R$ 1,70. Desta forma, levando em consideração o custo da passagem do ônibus, o bilhete múltiplo de dois passaria a custar R$ 3,40, portanto, 25,9% mais caro do que o valor atual, de R$ 2,70.

Ainda levando em consideração o mesmo índice de reajuste do bilhete múltiplo de dois, o valor do múltiplo de dez passaria dos atuais R$ 12,50 para na menos do que R$ 15,70. Por fim, o preço unitário da passagem passaria de R$ 1,60 para R$ 2,00.

Apesar de não serem valores definitivos, já que haverá ainda uma reunião até o final da semana entre o secretário e o governador Geraldo Alckmin para decidir o preço da nova tarifa, já é possível perceber o impacto que as novas tarifas do transporte público poderão causar ao bolso do cidadão.

Orçamento cada vez mais apertado

O custo da tarifa de ônibus e metrô é bastante elevado para empresas que oferecem o benefício aos seus funcionários, tanto que muitas empresas optam pela adoção do sistema de ônibus fretado para locomover seus funcionários. Para o trabalhador ou estudante que depende do transporte urbano, o impacto do reajuste também será grande.

Atualmente o bilhete unitário do metrô custa R$ 1,60, o bilhete múltiplo de duas passagens custa R$ 2,70 e, por fim, o múltiplo de dez custa R$ 12,50. Para os estudantes o valor da passagem é reduzido em 50%, no entanto a cota máxima de bilhetes é de 50 unidades por mês, de forma que dependendo da necessidade, é preciso acabar comprando bilhetes avulsos ao preço normal no final do mês.

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Para se ter uma idéia do impacto do preço do transporte público no orçamento das pessoas, vamos assumir o exemplo de um trabalhador que recebe um salário de R$ 600 e que utiliza dois ônibus e dois metrôs para ir e voltar do trabalho. Levando em consideração as novas tarifas e apenas os dias úteis, este trabalhador gastaria R$ 74,80 com ônibus e R$ 69,60 com metrô (aproveitando as vantagens dos bilhetes múltiplos) por mês.

No total, o trabalhador acaba gastando R$ 144,40 somente para se locomover até o trabalho, ou cerca de 24% do seu salário. Cerca de 3,7 milhões de passageiros utilizam o sistema de ônibus na cidade, já no metrô são 2,5 milhões de passageiros, de forma que dá para imaginar o quanto estes reajustes deverão aumentar a arrecadação dos cofres públicos.

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