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SÃO PAULO – Visto como uma saída para o alto preço da gasolina e do álcool, o Gás Natural Veicular (GNV) já se tornou favorito entre muitos motoristas. O combustível, além de ser mais barato, possui uma menor emissão de poluentes, o que representa uma grande economia, tanto do ponto de vista financeiro, quanto ecológico.
O número de veículos particulares que circulam diariamente pelas ruas cresceu substancialmente desde 1998, quando o Governo liberou o uso de GNV para qualquer tipo de veículo, como forma de substituição do álcool, gasolina e diesel. Antes disso, o uso do GNV era rotulado apenas como opção para taxistas, empresas e ônibus.
Economia de 60%
A economia no preço é sem dúvidas a maior vantagem na hora de optar em manter um veículo movido a gás natural. O preço pode ficar, em média, 60% mais barato se comparado ao preço da gasolina e álcool e diesel. Outra vantagem é que o cilindro que comporta o GNV não permite o roubo de combustível.
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Além do preço, a questão da agressão ao meio ambiente também é um diferencial muito importante. A queima do GNV é muito mais completa que a dos outros combustíveis, por isso libera menos quantidade de resíduos poluentes, favorecendo a proteção ao meio ambiente e prolongando a vida útil do motor do veículo. Além disso, os cilindros que comportam o gás são mais resistentes, tanto a choques e colisões, quanto ao impacto de balas de fogo.
Segundo informações da Associação Brasileira do Gás Natural Veicular (ABGNV), a relação de rendimento do GNV é de 1 para 1,2 da gasolina. Isto é, um automóvel Santana (Volkswagen) que consome 1 litro de gasolina para percorrer 10 KM, percorrerá 12 KM com 1 m3 de GNV.
Conversão pode custar até R$ 3 mil
Outra vantagem é que ao optar pela conversão do carro para gás natural, o veículo torna-se bi-combustível. Desta forma, se houver necessidade, o motorista poderá utilizar o combustível original acionando um simples botão no painel do carro.
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Mas como sempre nada é gratuito, para poder usar GNV você terá que converter seu carro em uma oficina credenciada pelo Inmetro, o que pode ser relativamente caro. Atualmente, o custo de conversão varia entre R$ 2 mil e R$ 3 mil, o que acaba evitando um crescimento mais acelerado do número de veículos usuários de GNV.
O retorno do investimento só vem para aqueles que realmente rodam muito com o carro, como no caso das pessoas que trabalham em cidades diferentes ou fazem muitas visitas a clientes. Outra vantagem: caso o proprietário do automóvel queira vendê-lo, o kit do GNV poderá ser retirado e instalado em outro veículo com facilidade. Mas como é preciso um certificado de homologação ao fazer a conversão, então será preciso renovar o documento com base nos dados do carro novo.